Dilma critica repressão dos movimentos sociais

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, defendeu os movimentos sociais no encerramento do evento em que o PSB entregou a ela as propostas para seu programa de governo. "O governo é uma instituição que tem que ser de e para todos. Portanto, quando você considerar os movimentos sociais, vai ver que representam uma parte da sociedade. Não podem ser reprimidos, recebidos a bordoadas ou criminalizados", sustentou.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

19 de julho de 2010 | 23h04

Ela ressalvou, entretanto, que quando cometerem ilegalidades, e nos casos em que o Estado de Direito tenha de se impor, devem responder por isso. Ao final, observou que considera "injustificável" a falta de diálogo com os movimentos sociais. Ela defendeu que sejam tratados como "questão social", e não como "caso de polícia".

No documento entregue a Dilma, o PSB defende o fortalecimento dos movimentos sociais. Nesse quesito, o partido se remonta, especificamente, ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), defendendo o aumento do diálogo, o fim da repressão e o reconhecimento no "atraso na promoção da reforma agrária".

Na última terça-feira , em um encontro com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Dilma foi pressionada pela entidade a recolocar em sua plataforma de governo propostas que afrouxam as punições para os invasores de propriedades privadas.

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