Dilma critica política ortodoxa de desenvolvidos

A presidente da República, Dilma Rousseff, disse, nesta terça-feira, em pronunciamento no Fórum pelo Progresso, em Paris, que os caminhos de superação da crise passam pela construção de um novo mundo e criticou as chamadas "bolhas especulativas", as quais, segundo ela, "colocam países no patamar para que todos possam discutir os caminhos da superação da crise". A presidente lembrou da crise de 2009, iniciada com a quebra do banco norte-americano Lehmann Brothers, e que atingiu a "fase crônica a partir de 2011 quando" impactou de "forma profunda a Zona do Euro e que "não parece chegar ao fim".

GUSTAVO PORTO E E DAIENE CARDOSO, Agência Estado

11 de dezembro de 2012 | 13h33

Para Dilma Rousseff, os países emergentes mostraram maior capacidade de recuperação e com maior estabilidade macroeconômica. "Não vacilamos em lançar mão de estímulos fiscais para reduzir impactos da crise", disse. Afirmou que a opção preferencial por políticas ortodoxas em países desenvolvidos não resolvem os problemas da crise. "O que vemos é o agravamento da recessão, aumento de desemprego, desesperança e desalento. A situação fiscal necessariamente se deteriora mais".

A presidente brasileira criticou as ações de países com caminhos de ajustes fiscais e ações de estímulos monetários. "O corte radical de gastos no mundo desenvolvido tem afetado o pilar de bem-estar social. Isso afeta uma das maiores obras políticas, que foi a criação da União Europeia e do euro". A presidente disse que "dificilmente teremos chance tão importante como essa que nos desafia neste momento" e considerou a saída da Europa da crise como crucial para o Brasil e para o mundo.

"A manutenção da zona do euro e a saída da Europa da crise é crucial para o Brasil e para o mundo. A recessão só torna mais aguda a crise e transforma em insolvência o que em um primeiro momento era uma crise de liquidez", concluiu.

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