Dilma critica política externa proposta por Aécio

A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, criticou em ato de campanha com movimentos sociais, nesta segunda-feira, 13, a política externa proposta por seu oponente Aécio Neves (PSDB). Ela afirmou que o candidato tucano quer o retorno da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), posposta nos anos 1990 para integrar a América Latina e os Estados Unidos. "É muito importante ver que volta aquela velha proposta da Alca, para a criação de condições para liberar o mercado", disse. "Significa o velho modelo de não negociar e o País perde soberania, autoridade."

NIVALDO SOUZA, RICARDO DELLA COLETTA, TÂNIA MONTEIRO E VERA ROSA, Estadão Conteúdo

13 de outubro de 2014 | 21h29

Dilma também disse que o tucano é uma ameaça à integração da América Latina por meio do Mercosul, embora o bloco econômico agrupe apenas países da América do Sul. "Se você olhar a política externa proposta (por Aécio), o Mercosul não é mais importante, a gente volta as costas para a América Latina inteira. O BRICS (grupo emergente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), por exemplo, eles fingem que não viram", afirmou.

A presidente comentou a reeleição do presidente da Bolívia, Evo Morales, que ontem se sagrou vitorioso na sua terceira disputa consecutiva para o cargo. "Evo Morares foi eleito no primeiro turno com uma votação muito consagradora", disse.

Sinalização ao mercado

Dilma negou que tenha de dar sinalização ao mercado na eleição. Questionada se anunciaria em breve os nomes que, num eventual segundo mandato, ocupariam postos-chave na área econômica, Dilma respondeu que sua responsabilidade é "dar sinal para o povo".

"Eu tenho de dar sinal para o povo. Porque eu tenho de dar sinal ao mercado?", disse. Ela destacou que o Investimento Estrangeiro Direto no País, em termos médios, está nos maiores níveis já alcançados. "Esse investimento é hoje de US$ 65 bilhões anuais. Acumulado, nos meus 40 meses de governo, dá US$ 238 bilhões".

Ela também foi perguntada sobre qual o papel que o secretário do Tesouro, Arno Augustin, criticado pelo mercado por ter promovido a chamada "contabilidade criativa" com as contas públicas, teria em um eventual próximo mandato. "Não insista porque eu não vou escalar o meu governo aqui hoje", reagiu.

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