Ed Ferreira/AE
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Dilma critica governos anteriores por falta de moradia

Ministra disse que Minha Casa Minha Vida é o primeiro programa habitacional desde o BNH, dos anos 1980

Leonêncio Nossa, da Agência Estado,

12 de fevereiro de 2010 | 18h48

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu nesta sexta-feira, 12, a política habitacional do governo. Em discurso ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na inauguração de um conjunto de casas populares na periferia de Goiânia, a ministra fez críticas a governos anteriores, os quais, segundo ela, foram responsáveis pelo aumento das favelas e por construção de casas em áreas que alagam em períodos de chuvas e em encostas de morros. Dilma, que será consagrada pré-candidata do PT à presidência no próximo dia 20, não mencionou nomes.

 

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"Não houve uma política de casa própria a quem ganhava menos. O déficit de 6,5 milhões de moradias existe, porque houve descaso de décadas e décadas", afirmou a ministra. Ela disse que o programa habitacional Minha Casa Minha Vida, do governo Lula, é o primeiro desde o programa do Banco Nacional de Habitação (BNH), dos anos 1980. Dilma afirmou que o governo Lula trabalha para dar condições melhores de moradia a quem vive em palafitas, favelas inseguras e casas perto de esgoto a céu aberto e com puxadinhos de energia (os chamados "gatos").

"Acabou o tempo em que o Brasil era um País bom só para os ricos. Tenho certeza de que esse caminho que foi aberto (pelo governo atual) é um caminho em que ninguém vai voltar para o passado. Ninguém vai querer que o passado volte. É o caminho do futuro", disse Dilma. "Estamos comemorando esse Brasil novo, que nasce forte e determinado e que não vai, de maneira alguma, voltar ao passado", acrescentou.

A uma plateia formada pelas famílias dos beneficiados pela construção das 2.103 casas que estavam sendo inauguradas, Dilma disse que o mercado não resolveu o problema de moradia das famílias que recebem até três salários mínimos. No discurso, ela, ao cumprimentar o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, referiu-se à cidade como "Aparecida de Goiás".

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