Dilma critica DEM por ter ido à Justiça contra cotas

A candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, criticou na tarde de hoje o DEM, por ter recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a política de cotas para negros nas universidades. Durante visita à Cidade de Deus, Dilma disse ser totalmente favorável à reserva de vagas para estudantes negros e também para pobres.

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

07 de agosto de 2010 | 16h43

A candidata também fez uma crítica indireta ao governo de São Paulo, do PSDB, pela forma como trata movimentos grevistas. "O partido que compõe a coligação que sempre fez oposição a nós e tem candidatura alternativa à minha, o DEM, entrou no Supremo Tribunal Federal. A alegação é que estávamos nivelando a educação por baixo ao abrirmos vagas para a população mais pobre. Aconteceu o oposto. Os jovens se superaram e tiveram extraordinário desempenho", disse Dilma, durante debate na Central Única de Favelas (Cufa), instalada na Cidade de Deus.

Em julho do ano passado, o Democratas (DEM) iniciou campanha contra o sistema de cotas raciais ajuizando ação com pedido de declaração de inconstitucionalidade de atos que resultaram na instituição de cotas na Universidade de Brasília. Ao defender o diálogo com os movimentos sociais e trabalhadores, Dilma lembrou greves recentes de professores das redes públicas.

"Temos de ter professores capacitados e repudiar os que acham que professor não precisa reivindicar e, quando pleiteia, tem que ser tratado a cassetete. Professores serem reprimidos é coisa do passado. Com professores e movimentos sociais a gente dialoga", disse a petista a um grupo de jovens moradores de várias comunidades do Rio de Janeiro.

Dilma prometeu ampliar as iniciativas do governo Lula para a juventude, estender o programa de acesso à banda larga e fortalecer as instituições de combate à corrupção. Na Cufa, a candidata assistiu a apresentações de capoeira, dança de rua e de teatro. Ganhou de presente um retrato seu feito pelos alunos da Oficina de Grafite.

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