Dilma critica Armínio sobre fala a respeito de câmbio

Dilma critica Armínio sobre fala a respeito de câmbio

A candidata à reeleição, presidente Dilma Rousseff (PT), disse nesta segunda-feira não considerar o ex-presidente do Banco Central e virtual ministro da Fazenda de seu adversário Aécio Neves (PSDB) a pessoa mais adequada para falar de câmbio. "Não acho que o Armínio Fraga seja uma pessoa extremamente credenciada para falar de câmbio, se você for ver a retrospectiva dele. Tenho clareza que teve um momento que o Brasil saiu de um por um para um dólar - quatro reais. Isso levou a uma situação muito difícil para as empresas", disse Dilma.

ANA FERNANDES, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2014 | 21h08

Ela citou como exemplo as empresas do setor elétrico. Segundo Dilma, essas companhias ficaram em situação muito difícil porque tinham sido incentivadas a se endividar em dólar. A alta mencionada por Dilma aconteceu quando o dólar passou da cotação da ordem de R$ 2 para R$ 4, de junho a outubro de 2002. A variação ocorreu por conta das expectativas da eleição do então candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a escrever a Carta ao Povo Brasileiro, documento no qual se comprometeu a manter as bases da política econômica.

Armínio assumiu a Presidência do Banco Central em março de 1999, quando o câmbio no Brasil já era flutuante. Questionada se, em eventual futuro segundo mandato, pretenderia manter a política de swap cambial, vista como uma forma heterodoxa de combater a inflação, Dilma respondeu de forma evasiva. "Eu não respondo pelo programa de swap, pela política monetária; vocês perguntem isso ao Banco Central."

Durante a coletiva no início da noite, Dilma também reclamou da comparação feita por Aécio da economia brasileira com países vizinhos da América Latina. Para Dilma, a comparação é injusta e desconsidera os efeitos da crise internacional sobre o Brasil. "Tudo aquilo que falam, que nossos vizinhos estão melhores do que nós, não considera que nossos vizinhos não têm o nosso tamanho. Gosto muito da Michelle Bachelet (presidente do Chile) e dos chilenos, mas não posso deixar de dizer o seguinte: o Chile é do tamanho do Rio Grande do Sul", argumentou.

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