Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Dilma convoca reunião para discutir proposta que recria a CPMF

Empresários e partidos aliados são contra a medida; vice-presidente se recusou a ajudar na articulação da proposta no Congresso

Vera Rosa, Lorenna Rodrigues, O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2015 | 15h52

BRASÍLIA- A presidente Dilma Rousseff chamou neste sábado uma reunião com ministros, no Palácio da Alvorada, para discutir a proposta de orçamento a ser enviada ao Congresso na segunda-feira e o seu principal dilema, neste momento, diz respeito à recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Embora o ministro da Saúde, Arthur Chioro, tenha dito haver consenso no governo sobre a necessidade de volta da CPMF, a equipe está dividida. O vice-presidente Michel Temer disse a Dilma, na sexta-feira, que o momento é impróprio para aumento de impostos e se recusou a ajudar na articulação política da proposta no Congresso.

“Essa proposta não passa nem na Câmara nem no Senado”, avisou Temer, em conversa com a presidente, por telefone. Nos bastidores, a medida é considerada um “desastre” pelo núcleo político do governo. Empresários e até partidos aliados são contra a medida.

“Você acha que a presidente está feliz? Ela está resistente em encaminhar o projeto. Não acha que seja uma boa medida e ainda é desgastante para o governo no Congresso”, afirmou um auxiliar de Dilma.

A proposta da equipe econômica, para cobrir o rombo estimado entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões no Orçamento de 2016, é ressuscitar o imposto do cheque. A CPMF foi derrubada em 2007 pelo Senado, na maior derrota do governo Lula. Na tentativa de atrair apoio, a estratégia prevista pelo Planalto consiste em distribuir a receita arrecadada entre União, Estados e municípios. (COLABOROU GUSTAVO PORTO)

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