Dilma continua sendo a candidata do PT, diz Cardozo

Petistas afirmam que a ministra está bem, manterá agenda e segue sendo candidata à sucessão de Lula

Da Agência Estado,

25 de abril de 2009 | 15h49

Líderes do PT de São Paulo afirmaram neste sábado, 25, em evento realizado em Cubatão, na Baixada Santista, que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, tem cumprido sua agenda normalmente e que ela "continua sendo a candidata natural do partido" nas eleições presidenciais em 2010. O deputado federal José Eduardo Cardozo afirmou que esteve com Dilma Rousseff nesta semana e que ela está "ótima e saudável". "É a nossa candidata", disse, em referência às eleições presidenciais de 2010, pouco antes de saber que a ministra havia confirmado em São Paulo o tratamento quimioterápico contra as consequências de um câncer (linfoma), já retirado.

 

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O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse que o prognóstico da doença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é positivo e há 90% de chance de cura. "Isso não muda nada, não tem porque mudar", afirmou o senador a respeito do PT ter Dilma como o principal nome para suceder o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. "Eu mesmo tinha uma prostatite (inflamação na próstata), e publicaram que eu tinha tirado a próstata e estava com câncer. Eu estava internado, mas não estava com uma coisa nem outra", disse, ressaltando que era importante tomar cuidado para que não fossem publicadas informações improcedentes sobre o assunto.

 

"A gente está sempre passando por hospital e recauchutando. Faz parte se preparar, ainda mais com a campanha que ela tem pela frente", completou o senador, deixando claro o apoio ao nome da ministra para a corrida presidencial. Mercadante, inclusive, reafirmou durante discurso em reunião do partido seu desejo de ver uma mulher presidente do País. Já o presidente estadual do PT, Edinho Silva, afirmou que checaria a informação de que a ministra teria colocado um cateter, porque "ela tem cumprido a agenda normalmente", afirmou. Os representes do PT participam hoje das atividades da caravana estadual do partido em Cubatão, na Baixada Santista.

 

Mantega

 

Em Washington, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que recebeu com "surpresa" as notícias sobre o tratamento de saúde a que a ministra-chefe da Casa Civil está se submetendo, mas avaliou que o problema não deve prejudicar a carreira política dela. "Não acredito que afete a possibilidade de se candidatar. Tenho certeza e segurança que isso não vai afetar a vida política dela", declarou para jornalistas, em Washington, onde participa do Encontro de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

O ministro disse que não tinha conhecimento do caso: "Eu estou fora do Brasil desde quarta-feira. Não tinha visto esta informação". Para o ministro, o linfoma - câncer no sistema linfático - é mais um "desafio, uma batalha que ela vai vencer. Combater um linfoma não é algo que seja fácil, mas ela tem garra e determinação e vai superar isso com suas qualidades. Como conheço bem a Dilma, sei que é uma grande lutadora e tem vencido desafios e batalhas", acrescentou. Mantega disse que até onde tem conhecimento sobre o caso da ministra, é um problema que está sob controle. "Ela vai tocar a vida com mais este probleminha para resolver". 

 

Possíveis rivais

 

Apontado como principal favorito a representar o PSDB nas eleições presidenciais do próximo ano, o governador de São Paulo, José Serra, desejou hoje, por intermédio de sua assessoria de imprensa, uma "pronta e definitiva recuperação" à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, virtual candidata do PT.

 

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), destacou a "grande força pessoal que já demonstrou possuir" a ministra-chefe da Casa Civil ao comentar em nota a informação de que ela está fazendo tratamento de quimioterapia. Aécio disse que recebeu com surpresa a notícia e que "torce pela plena e rápida recuperação da ministra". O governador mineiro, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, afirmou também que tem certeza de que Dilma enfrentará a adversidade e "continuará prestando sua importante contribuição ao País".

 

 

(Rejane Lima e Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo, e Nalu Fernandes e André Magnabosco, da Agência Estado)

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