Dilma contesta Serra e diz que é preciso olhar para o passado

Dilma respondeu à acusação de Serra de que a candidata 'olha apenas pelo retrovisor'

Anne Warth, da Agência Estado

18 de agosto de 2010 | 14h13

SÃO PAULO - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira, 18, que é preciso olhar para o passado para valorizar as conquistas do presente e planejar o futuro. Em entrevista coletiva concedida após participar do debate entre os candidatos à Presidência promovido nesta manhã, Dilma respondeu à acusação de Serra de que a candidata "olha apenas pelo retrovisor".

 

"Essa história de que não dá para olhar para o retrovisor é um perigo enorme para um País que tem a história que nós temos", disse Dilma. "Temos uma história de ditadura e temos de olhar para ela para valorizar a democracia. Temos uma história de baixo crescimento e, por isso, valorizamos o alto crescimento. Temos uma história de desigualdade de renda vergonhosa. Por isso, temos de perseguir a erradicação da pobreza. Quem não tem história e passado, não tem presente nem futuro. Temos de aprender com o que fizemos", acrescentou.

 

Na entrevista, Dilma ironizou o jingle de campanha de José Serra, exibido no programa do horário eleitoral de TV ontem, que diz "depois de Lula quero o Serra lá (na presidência)". "Eu acho interessante o pessoal que fala mal do governo Lula e coloca, na primeira estrofe do seu jingle, o nome do presidente Lula", disse.

 

A candidata afirmou ter gostado do debate e afirmou que o ponto alto foi a interatividade com os internautas. Dilma afirmou também que os próximos programas eleitorais dela na TV vão exibir a realização de obras, como rodovias, ferrovias e usinas hidrelétricas e estaleiros em todo o País. "Vamos ter a oportunidade de mostrar tudo aquilo que fizemos e o Brasil ainda não conhece", disse.

 

Dilma considerou "deselegante" a pergunta de uma jornalista que participou do debate sobre seu estado de saúde, após o tratamento para combater um câncer linfático. "Vocês podem ficar descansados. Ninguém com alguma doença segura uma campanha eleitoral, como eu seguro", afirmou.

 

Dilma não quis comentar as acusações sobre a suposta ligação entre o PT e as Forças Armadas Revolucionárias (Farc), da Colômbia - questão que foi levantada pelo vice de Serra, Índio da Costa (DEM). "Eu lamento, mas não vou responder a esse senhor", afirmou.

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