Dilma confirma socorro a Estados

Segundo ministra, auxílio será ?bastante significativo? para aqueles que tiveram perdas grandes do FPE

Eduardo Kattah e Ivana Moreira, O Estadao de S.Paulo

18 de abril de 2009 | 00h00

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, confirmou ontem que o socorro aos Estados para compensar a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) será formado principalmente pelo financiamento dos investimentos estaduais e a antecipação das parcelas do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Embora não tenha falado em valores nem fornecido detalhes das medidas, a ministra afirmou que acredita que o auxílio será "bastante significativo para aqueles Estados que tiveram perdas grandes do FPE"."Vamos também assegurar linhas de financiamento de investimentos para os Estados", disse Dilma, durante palestra na Federação das Indústrias de Minas (Fiemg). "Vamos financiar uma diferença que ainda não está determinada, que eu não posso divulgar, antecipar qual é, uma diferença determinada para os Estados a título de financiamento do investimento. Não é para usar em custeio", ressaltou. "O governo também está estudando a antecipação de parcelas do Fundeb. Mas pagas depois, na sequência. Não é um perdão, vai ser compensado."LÁGRIMASNo dia em que cumpriu extensa agenda em Belo Horizonte, Dilma chegou a derramar lágrimas ao falar sobre sua origem mineira. Indagada se o retorno à terra natal representava uma "viagem sentimental", iniciou a resposta lembrando Guimarães Rosa e destacando a musicalidade da fala do mineiro. "É o som da infância esse sentimento", disse, com a voz embargada e os olhos marejados. Depois retomou: "Belo Horizonte é o lugar em que nasci, me criei, passei minha juventude e fiquei adulta. Sempre tivemos essa ambição de universalidade. Dentro dessa coisa mais específica que é ser mineiro, tem uma invenção grande de brasilidade."Dilma é pré-candidata à Presidência pelo PT e já cobrou empenho do partido para a montagem de palanques fortes nos Estados. Uma das estratégias do PT é ressaltar a origem mineira da ministra - que fez carreira política no Rio Grande do Sul. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do País.

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