Dilma confirma manutenção de Jobim

Para presidente eleita e Lula, Jobim é o nome mais apropriado para tocar compromissos assumidos com a Política Nacional de Defesa que começou a ser implantada no ano passado, com a reformulação institucional do ministério

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

06 Dezembro 2010 | 20h33

BRASÍLIA - Seguindo mais uma "sugestão" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Nelson Jobim vai continuar no comando do Ministério da Defesa a partir do próximo dia 1º de janeiro, quando a presidente eleita, Dilma Rousseff, assumir o governo.

 

Os dois reuniram-se nesta segunda-feira, 6, por quase três horas, na Granja do Torto. O anúncio oficial pode ser feito ainda nesta semana, mas o Estado apurou que a escolha está feita.

 

Pelas avaliações de Lula e Dilma, feitas logo que terminou a campanha eleitoral e nas últimas duas semanas, Jobim é o nome mais apropriado para tocar os compromissos assumidos com a Política Nacional de Defesa que começou a ser implantada no ano passado, com a reformulação institucional do ministério e o relacionamento com os comandos das três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica) e com o programa de reaparelhamento das Forças Armadas, a começar pela aquisição dos novos caças da Força Aérea Brasileira (FAB).

 

Apesar dos avanços institucionais no trabalho de fortalecimento da autoridade civil sobre os comandos militares, Lula e Dilma admitem que o processo só será consolidado quando o Congresso aprovar todo o pacote de normas da chamada Estratégia Nacional de Defesa - o que, na opinião deles, começou com Jobim e deve terminar com a continuidade do ministro na pasta.

 

Ponto forte

 

A forma de intermediar os conflitos militares também foi vista como um ponto favorável à manutenção de Nelson Jobim no ministério. Para os comandantes das Forças Armadas, o ministro contou pontos a favor quando se posicionou contra a revisão da Lei da Anistia.

 

 

O fato de que tem bom trânsito no Judiciário e no Congresso também é visto como fato relevante nas negociações envolvendo não só os interesses orçamentários e institucionais dos militares, mas do próprio Planalto que, mais de uma vez, ao longo do governo Lula, usou Jobim como interlocutor junto à cúpula do Supremo Tribunal Federal (STF).

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