Dilma comete gafe ao confundir capital mineira por gaúcha

Dilma comete gafe ao confundir capital mineira por gaúcha

'Queria cumprimentar nosso prefeito de Porto Alegre' disse a presidente - que é mineira mas fez carreira no Sul - referindo-se a Márcio Lacerda, chefe do Executivo de Belo Horizonte

Marcelo Portela, Guilherme Waltenberg e Beatriz Bulla, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2013 | 17h44

Criticada pela oposição, principalmente pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), por ter assumido sua “mineiridade” apenas na campanha eleitoral de 2010, a presidente Dilma Rousseff cometeu uma gafe durante evento oficial em Belo Horizonte nesta terça-feira, 27.  Ao cumprimentar as autoridades presentes na formatura de alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), Dilma trocou a capital mineira, onde nasceu, pela gaúcha, onde fez carreira política.

“Queria cumprimentar nosso prefeito de Porto Alegre, Marcio Lacerda”, disse, para visível embaraço do chefe do Executivo de Belo Horizonte, filiado ao PSB. Nos mais de 24 minutos do discurso, a presidente não corrigiu o deslize e apenas ao terminar sua fala deu um abraço no prefeito do PSB.

Lacerda já foi classificado por Dilma como “melhor prefeito” do País em discurso da presidente em 2012, em evento com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB). As relações do prefeito com o governo federal, no entanto, foram abaladas pouco depois, durante as eleições municipais, quando Lacerda rompeu com o PT para se reeleger com apoio de Aécio - provável candidato tucano à Presidência em 2014.

Emprego. No discurso, Dilma defendeu a necessida de o País necessita ter cada vez mais trabalhadores qualificados para que o quadro de emprego continue evoluindo no Brasil.

"Hoje o Brasil tem uma das menores taxas de desemprego do mundo, 5,6% medido em julho. Precisamos ter cada vez mais qualificação no trabalho", disse.

Segundo a presidente, as oportunidades profissionais surgirão para aqueles com melhor formação. "Sabemos que o trabalho não especializado tem limite e, a partir desse limite, precisamos de trabalho especializado. Por isso fizemos o Pronatec", afirmou ela, diante de cerca de 2.600 alunos do programa, classificado por ela como "uma ponte entre a necessidade de trabalho qualificado e a necessidade de o jovem ter emprego". "É esse o conflito que o Pronatec resolve", explicou.

Educação. Dilma voltou a afirmar que o Brasil só vai se tornar uma nação desenvolvida se investir fortemente em educação. "A maior riqueza do País não são os edifícios, não são as estradas, não são os prédios, não é a riqueza natural como o petróleo. A maior riqueza de um país é a sua população", afirmou.

Ela comentou a aprovação do projeto que destina royalties do petróleo para a educação e disse que os recursos servirão, entre outras coisas, para garantir que os professores tenham alta qualificação e que as crianças tenham aulas de recuperação nas escolas, além de enfatizar a necessidade de ampliar o ensino técnico.

A presidente comentou que o recurso do pré-sal oriundo de apenas um campo está estimado entre R$ 300 e R$ 700 bilhões. "Se de alguma coisa eu tenho orgulho no meu governo é que deixamos plantadas condições do presente e do futuro de assegurar ao nosso povo que tenhamos educação de qualidade", afirmou.

Dilma voltou a defender que a profissão de professor tem de ser uma das mais valorizadas do País. Segundo ela, quando o PT chegou ao poder, em 2002, havia uma lei que não permitia que o governo federal fizesse escolas técnicas. "Demos a essa escola técnica um sentido de formação de jovens", completou a presidente, reforçando que o governo federal tem de ajudar os Estados a construir e modernizar escolas.

No evento também estavam presentes os ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Marta Suplicy (Cultura).

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