Dilma cobra do PT palanque nos Estados

Pré-candidata à sucessão pede relação mais forte com PMDB

Vera Rosa, O Estadao de S.Paulo

16 de abril de 2009 | 00h00

Em reunião com a bancada do PT na Câmara, na noite de terça-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cobrou mais empenho e agilidade de seu partido para montar palanques nos Estados destinados à campanha de 2010. Diante de uma plateia de petistas, a pré-candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou do relacionamento do partido com a base aliada - considerado aquém do desejado, principalmente com o PMDB - e pediu aos companheiros que arregacem as mangas se quiserem vencer a eleição ao Planalto. Dilma também declarou apoio ao chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. "Ele é o meu candidato à presidência do PT", afirmou a ministra, sob aplausos. A eleição que vai renovar a cúpula petista ocorrerá em novembro, mas Lula não quer liberar Carvalho para a tarefa. Mesmo assim, o antigo Campo Majoritário - grupo do presidente, rebatizado de Construindo um Novo Brasil - promete insistir no apelo pelo lançamento da candidatura de Carvalho. Não é só: a corrente já começou a passar um abaixo-assinado entre ministros e parlamentares, pedindo que o chefe de gabinete aceite a missão, sob o argumento de que só ele pode unificar o partido às vésperas da campanha de 2010. Logo que chegou à reunião da bancada com Dilma, Carvalho contou que em duas conversas com Lula, na quinta-feira e no domingo, o presidente disse preferir sua permanência no Planalto. "Conversamos e ele acha que devo continuar no governo. Não tenho nem por que discutir", argumentou. "Fico feliz com o carinho dos companheiros, mas não devo ter condições de ir (para a disputa). Acho que não." Em conversas reservadas, Lula voltou ontem a falar no nome do presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, para dirigir o PT. Ao fazer um diagnóstico do cenário político, Dilma disse que os governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) estão "em plena campanha", mas "ninguém fala nada".

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