Dilma cita Marina e exibe lado 'ambiental' do governo

Ao comparar as gestões de Lula e de FHC, candidata reforçou que o desmatamento na Amazônia caiu com o ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc

Daiene Cardoso, da Agência Estado

27 de outubro de 2010 | 15h06

SÃO PAULO - A campanha da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, mostrou hoje, no penúltimo dia de publicidade eleitoral gratuita na TV, o lado "ambientalista" do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a preocupação com o crescimento econômico sustentável. Ao comparar as gestões de Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o PT reforçou que o desmatamento na Amazônia caiu nos últimos anos com os ex-ministros do Meio Ambiente Carlos Minc (PT-RJ), hoje deputado estadual, e Marina Silva (PV-AC), atual senadora, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com quase 20 milhões de votos.

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"É preciso cuidar do meio ambiente e das pessoas", defendeu Dilma. De acordo com a campanha dela, o desafio do País agora é crescer e melhorar a vida dos brasileiros preservando a natureza. Dilma foi citada como a ministra de Minas e Energia que fez uma "revolução" na área e que mais investiu em energias renováveis.

A publicidade eleitoral gratuita petista diz ainda que a participação do Brasil na 15ª Conferência das Partes (COP 15), da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2009, em Copenhague (Dinamarca), "mudou os rumos" do evento ao propor a redução da emissão de gás carbônico entre 36% e 39% e, pelos esforços pelo meio ambiente, o mandato de Lula foi reconhecido pelo World Wide Fund for Nature (WWF, Fundo Mundial para a Vida Selvagem e Natureza na sigla em inglês).

De olho no eleitorado feminino, o programa listou os resultados das políticas para as mulheres, como a criação da Lei Maria da Penha (11.340), o incentivo à licença-maternidade de seis meses e o aumento do número de brasileiras com carteira de trabalho assinada. Dilma prometeu ampliar o número de creches, investir em capacitação profissional e programas de saúde para mulheres. No fim, o presidente Lula deixou a mensagem: "Está na hora de escolher entre o Brasil que deu errado e o Brasil que deu certo."

''Más companhias''

A publicidade do candidato a presidente José Serra (PSDB) abriu o horário eleitoral citando a modernização do sistema de telefonia no País como principal responsável pela ampliação da quantidade de brasileiros com telefone. "Gente rica tinha telefone, gente pobre ia para o orelhão", disse o ator. "Com Serra, o avanço é para todos", reforçou.

Na participação, o candidato do PSDB disse que um presidente "não pode andar com más companhias" e que, atualmente, os ministérios servem de "cabide de emprego" para aliados. "Comigo, não vai ser assim", prometeu.

O programa exibiu depoimentos de médicos e ex-usuários de drogas sobre o perigo do crack e Serra afirmou que se dedicará à luta contra o tráfico, se for eleito. "Esse é o desafio que deve nos unir agora", disse. Ele propôs a criação de clínicas especializadas em tratamento para usuários de entorpecentes e afirmou que investirá em "tecnologia de verdade" para fiscalizar as fronteiras, e não em "disco voador" (uma menção indireta aos aviões não tripulados comprados pela administração federal).

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