Dilma chama adversários de 'mercadores do pessimismo'

A presidente Dilma Rousseff chamou seus adversários de "mercadores do pessimismo" e fez duras críticas à oposição ao falar sobre economia, na convenção deste sábado do PMDB. Dilma afirmou que "crises menores" que a atual levaram, no passado, o Brasil às portas do Fundo Monetário Internacional (FMI), necessitando de recursos. Para ela, as medidas adotadas pelo governo, nos últimos dois anos, vão garantir crescimento econômico.

Agência Estado

02 de março de 2013 | 20h05

"Mais uma vez, meus queridos amigos, os mercadores do pessimismo vão perder, como perderam quando previram o racionamento de energia. Mais uma vez, os que apostam todas as fichas no fracasso do País vão se equivocar", atacou a presidente.

A convenção do PMDB ocorreu um dia após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar o pífio resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado. Em 2012, o PIB avançou apenas 0,9%. Nos primeiros dois anos do governo Dilma, a média de crescimento da economia só foi superior ao início do governo Fernando Collor (1990-92).

"Torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil", afirmou Dilma. "É normal que tenhamos enfrentado interesses divergentes que estavam acostumados ao passado."

Aécio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável adversário do PT na eleição de 2014, criticou as declarações da presidente. "É curiosa a obsessão que a presidente da República tem pela oposição", ironizou Aécio. "No momento em que o Brasil ainda assimila com enorme preocupação mais um pífio resultado da economia, seria prudente que a presidente descesse do palanque e enfrentasse com competência e coragem os reais desafios do Brasil. Nesse momento, o Brasil precisa muito mais de uma presidente do que de uma candidata", disse o senador tucano, por meio de nota. (Eduardo Bresciani, Rafael Moraes Moura, Débora Bergamasco e João Villaverde)

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