Andre Dusek/AE
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Dilma brinda fim de ano com servidores do Palácio

Conhecida pelo estilo duro nas cobranças do dia a dia, Dilma derramou elogios aos colaboradores

Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo,

16 de dezembro de 2011 | 17h00

Cercada pelo afago de crianças e ladeada por Papai Noel, a presidente Dilma Rousseff fez hoje um brinde de fim de ano aos servidores do Palácio do Planalto. Conhecida pelo estilo duro nas cobranças do dia a dia, Dilma derramou elogios aos colaboradores, agradeceu o empenho deles no seu primeiro ano de mandato e previu um ano novo melhor. "Nós precisamos de um ano novo muito próspero em 2012", disse ela. "Posso assegurar para vocês que, no que depender de mim, será um dos melhores anos deste País", prometeu.

 

O ato foi organizado pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e contou com a presença da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

 

Apesar da agenda apertada, Dilma cumprimentou com afeto os servidores, que levaram seus filhos e familiares. "Queria dizer o quanto vocês são importantes para mim e para o meu trabalho, mas também para o Brasil", afirmou. Ela relativizou a crítica contumaz de que servidor público ganha muito e trabalha pouco. "Aqui no Palácio do Planalto eu posso assegurar que os funcionários trabalham muito".

 

A presidente dedicou os cumprimentos do Natal às crianças de todo o Brasil e os de Ano Novo aos adultos e suas famílias. Ela se disse encantada com a apresentação do coral da UnB, que entoou ritos natalinos e a surpreendeu com uma música Luar do Sertão, uma de suas preferidas. "Nós dependemos de uma equipe para que as coisas deem certo no Brasil e vocês são a minha equipe", disse a presidente no agradecimento.

 

"Não é hora de dar reajuste". Apesar dos afagos nos funcionários, a presidente afirmou mais cedo, em conversa com jornalistas, que "não é hora de dar reajuste a ninguém", em referência ao aumentos salariais do funcionalismo público. Segundo ela, o País ficaria fragilizado se tivesse uma política de gastos sem controle. "Não coaduna com o momento. Ninguém é melhor do que ninguém", defendeu. A presidente mencionou a questão ao falar sobre a possibilidade de dar reajuste ao Judiciciário, "uma questão do Congresso", segundo ela. Questionada se o dinheiro para o reajuste não sairiam de uma mesma fonte do Tesouro Nacional e que o governo não teria como impedir que fosse concedido, a presidente evitou polemizar, falando que não faz análises sobre outros poderes. "Não compete a um presidente fazer isso", disse. Dilma ressalvou, no entanto "que não é crime pedir aumento salarial. É algo que as categorias podem pedir".

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