Dilma: Brasil e Venezuela querem mundo multipolar

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que Brasil e Venezuela contribuem para um mundo multipolar, sem "espírito de confrontação" nem "ingerência externa". O comentário foi feito ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cuja vitória nas últimas eleições presidenciais é contestada pelo líder da oposição, Henrique Capriles.

RAFAEL MORAES MOURA E LISANDRA PARAGUASSU, Agência Estado

09 de maio de 2013 | 20h25

"Nossos países estão mostrando essa vocação para criar um futuro comum, que una toda a nossa região, que contribua para um mundo multipolar e multilateral, sem espírito de confrontação, sem pretensões hegemônicas e sem ingerência externa", discursou Dilma, ao lado de Maduro.

"Vamos fazer da vontade de união entre nossos países um exemplo para toda a região, de uma região que prossegue no caminho do crescimento econômico, da inclusão social e sobretudo do fortalecimento democrático." A diferença de voto entre o presidente da Venezuela e o líder da oposição foi inferior a dois pontos porcentuais, contrariando institutos de pesquisa que previam uma margem bem maior. O governo dos Estados Unidos e Organização dos Estados Americanos (OEA) se manifestaram a favor de uma recontagem de votos.

Numa forte demonstração de apoio ao resultado das eleições venezuelanas, a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) convocou uma reunião extraordinária em Lima, no dia 18, quando foi divulgada uma declaração em que reconhece a eleição de Maduro e o cumprimenta pela vitória. Ao fim da cerimônia, a presidente falou num arrastado portunhol, dirigindo-se à primeira dama da Venezuela, Cilia Flores.

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