Dilma: BNH foi o último plano do porte do Minha Casa

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que o último grande programa de habitação que houve no Brasil, antes do Minha Casa, Minha Vida, foi o BNH. A declaração de Dilma veio quando a presidente comentava a questão urbana no País.

RICARDO DELLA COLETTA, DAIENE CARDOSO E RICARDO BRITO, Agência Estado

01 de julho de 2013 | 19h56

"Os outros planos (habitacionais) eram de dimensão muito pequena. E de lá para cá nós conseguimos ampliar bastante a questão de moradia", afirmou Dilma.

A presidente também alegou que, historicamente no País, não houve investimentos em mobilidade nos grandes centros urbanos do Brasil. "Inclusive, vocês se lembram, nos anos 80 e 70 o metrô era visto como uma coisa que não era adequada, porque era muito cara", disse a presidente. "É impossível você conceber um país em que as cidades, nas áreas metropolitanas, chegam a 20 milhões de habitantes sem uma estrutura que tenha metrô e BRT (Bus Rapid Transit)", afirmou a presidente.

Dilma defendeu ainda que, na questão da mobilidade, o governo federal havia promovido desonerações, que permitiram a redução das tarifas, mesmo antes das manifestações. "Com isso havia uma redução, em média, de 22 centavos (na tarifa), no Brasil inteiro", defendeu a presidente.

Economia internacional

A presidente Dilma Rousseff afirmou que há hoje uma alteração na situação econômica internacional, com os Estados Unidos dizendo que vão diminuir a quantidade de compra mensal de US$ 85 bilhões em hipotecas e títulos do Tesouro.

"O mercado supôs que havia uma sinalização por uma alteração dos juros dos Treasuries americanos. Houve um deslocamento de recursos, tanto de Bolsa como do mercado de moedas", afirmou. "Vamos ter de conviver com essa questão. O governo está reagindo por meio do Banco Central e da Fazenda de forma extremamente prudente, garantindo hedge para quem quiser e folga para quem quiser."

A presidente disse ainda que não se trata de ser contra o que o mercado quer, mas de reduzir volatilidade. "Há uma flutuação de forças internacionais. O que queremos é reduzir a volatilidade", afirmou.

Questionada sobre possíveis mudanças ministeriais, a presidente afirmou que "não está à vista mudança nenhuma na equipe econômica." Dilma se recusou ainda a responder a uma pergunta sobre o futuro da taxa básica de juros (Selic). "É outra coisa que aprendi que não é de se falar: pesquisa de popularidade, para cima ou para baixo, e juros."

Tudo o que sabemos sobre:
DilmareuniãoministrosMinha Casa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.