Dilma atribui vantagem nas pesquisas à popularidade do governo Lula

Em entrevista coletiva, petista apresentou seus projetos para a política de medicamentos do governo

Andrea Jubé Vianna, de O Estado de S. Paulo,

16 de agosto de 2010 | 13h54

BRASÍLIA - A candidata à Presidência do PT, Dilma Rousseff, atribuiu a sua vantagem nas pesquisas de intenção de voto à grande popularidade do presidente Lula e também à popularidade do governo. "Eu represento esse governo. Fui ministra de Minas e Energia e fui chefe da Casa Civil. Coordenei os principais programas deste governo. Essa vantagem nas pesquisas é o reconhecimento da população de que o Brasil mudou", disse Dilma em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira, 16.

 

Questionada sobre se achava que ganharia no primeiro turno, Dilma disse: "seria muita soberba e pretensão achar que essa eleição vai ser decidida antes de outubro. Não falo uma coisa dessas nem amarrada", utilizando a mesma expressão usada por ela quando perguntavam se ela seria candidata à Presidência na fase da pré-campanha.

 

Indagada sobre o jingle do candidato do PSDB, José Serra, que irá ao ar no horário eleitoral gratuito que começa amanhã, Dilma respondeu com uma pergunta: "Você acha que isso é plausível? Eu tenho minhas dúvidas".

 

O jingle do candidato tucano faz até referência ao presidente Lula: "Quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá, o Zé Serra eu sei que anda, é o Zé que eu quero lá".

 

Projeto para Saúde. A candidata anunciou a política de medicamentos que vai constar de seu programa de governo. Num eventual governo Dilma, a distribuição de remédios a custo zero para a hipertensão e a diabetes seria universalizada.

 

Atualmente, o programa Farmácia Popular do governo federal subsidia em até 90% esses medicamentos. Dilma explicou que a intenção é cobrir os 10% restantes. Segundo ela, o governo tem condições de arcar com esse custo porque, atualmente, a despesa com a cobertura dos 90% do custo dos medicamentos representa cerca de R$ 400 milhões ao ano.

 

Esses medicamentos seriam distribuídos mediante convênio com farmácias da rede privada, por causa da elevada capilaridade. Atualmente, existem mais de 12 mil farmácias cadastradas no programa Farmácia Popular.

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