Dilma atribui a governos anteriores travamento do PAC

Ministra da Casa Civil volta a negar eventual candidatura em 2010 e diz que falará 'sem problemas' sobre dossiê

REUTERS

05 de maio de 2008 | 16h34

Um dos empecilhos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é a baixa qualidade dos projetos herdados pelo governo federal, de acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo ela, faltam bons projetos executivos no país para dar mais celeridade ao programa do governo.   Veja Também: ESPECIAL: o balanço do PAC "O que é que trava o PAC? É a qualidade dos projetos que nós herdamos. Nós não herdamos (projetos) nem na área de energia, nem de logística, isso vale para rodovia, ferrovia, aeroportos. Tivemos que fazer projetos e com alguns que tentamos recuperar tivemos problemas no TCU (tribunal de Contas da União)", disse a ministra em sabatina feita por empresários e jornalistas do grupo de comunicação RBS, em Santa Catarina. Coordenadora do PAC, Dilma negou que o programa tenha caráter eleitoreiro e afirmou que não é candidata a sucessão presidencial em 2010. "Não sou candidata à Presidência da República. A troco de que se antecipa o mandato de três anos (que ainda resta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva) e se passa a discutir o que vai acontecer em 2010?", questionou. A ministra confirmou que irá ao Congresso Nacional essa semana para falar sobre o PAC e acrescentou que "vai responder sem problema" se for questionada sobre o suposto dossiê com informações sobre gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.   MST e Bolsa-Família Para Dilma Rousseff, o MST -- Movimento dos Trabalhadores Sem Terra -- teve reduzida sua base social pela maior cobertura que o governo federal tem dado às necessidades do País. "O Brasil melhorou as condições econômicas, políticas e sociais de tal forma que certo tipo de demanda que não era atendida, hoje é", disse Dilma. Ela afirmou que um conjunto de políticas, que vai do Bolsa-Família ao salário mínimo, assegura a ascensão e a inclusão social de muitos brasileiros. A ministra criticou aqueles que defendem o uso da força contra os movimentos sociais. "Acho que se o MST for tratado no esquema prende e arrebenta, haverá um nível de conflito abusivo e incompatível com a tradição democrática do País."

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