Dilma ataca oposição e diz que não faltará energia

Incorporando o papel de candidata à reeleição num palanque feito sob medida para exaltar o governo federal, a presidente Dilma Rousseff atacou a oposição em discurso realizado nesta terça-feira durante inauguração de parque eólico em Barra dos Coqueiros, na região metropolitana de Aracaju. Ao comentar o cenário do setor elétrico, alvo da mais recente briga com os tucanos, Dilma disse que, antes, as empresas estatais estavam proibidas de investir porque a "ideia era privatizá-las".

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

29 de janeiro de 2013 | 18h33

"Ao mesmo tempo, o setor privado não sabia e não tinha garantias de estabilidade para investir", atacou a presidente, dizendo que nada funcionava na época, "inclusive o mercado atacadista de energia". "Quando iniciamos o processo (de reforma no setor elétrico), a primeira coisa que fizemos foi deixar todo mundo voltar a investir", argumentou Dilma.

O discurso da presidente retomou o tom incisivo adotado na semana passada, quando ela anunciou a redução no valor da tarifa da energia elétrica em rede nacional de rádio e televisão. A postura foi acompanhada pelas demais autoridades presentes à cerimônia realizada hoje. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu que o Brasil tem "absoluta segurança energética para o seu crescimento", criticando o "tsunami de desinformação" feito pelos "arautos da desgraça".

A presidente voltou a garantir que a conta de luz será reduzida e que não faltará energia para o País crescer. "Aproveito para dizer que este ano vamos bater um recorde. Vai ser o ano em que mais energia vai entrar na nossa matriz. Estou falando que no Brasil inteiro vai entrar 8,5 mil megawatts."

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