Dilma anuncia R$ 793 milhões para cidades do ABC

Sete municípios da região vão receber os recursos para investimentos em mobilidade urbana

Gustavo Porto e Ayr Aliski - Agência Estado

19 de agosto de 2013 | 11h53

São Bernardo - A presidente Dilma Rousseff anunciou na manhã desta segunda-feira, 19, a liberação de R$ 793 milhões para sete municípios da região do ABC para investimentos em mobilidade urbana. “Já tínhamos autorizado R$ 2 bilhões para o ABC, para monotrilho e corredores”, lembrou a presidente, que participa de evento de anúncio dos recursos federais em São Bernardo do Campo. "Os investimentos contemplam 8,5 mil moradias e R$ 104 milhões para encostas”, completou Dilma em entrevista à rádio Brasil Atual.

Os recursos para mobilidade serão usados para construção de 134 quilômetros de corredores de ônibus no ABC paulista. Os valores fazem parte do pacote de R$ 2,1 bilhões de investimentos anunciados para a região, que inclui Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Diadema, Ribeirão Pires e Ribeirão da Serra. Parte desse valor vai para obras do Minha Casa, Minha Vida, obras de infraestrutura e recuperação de encontas.

A presidente lembrou ainda que, após as manifestações de junho, o governo fez vários pactos para os principais setores e comemorou a aprovação no Congresso do projeto que destina royalties do petróleo à educação. “Somos adeptos do diálogo e parceria especialmente com o Congresso. Vamos pegar os recursos e colocar na educação”, disse. Durante os protestos, melhorias em transporte público estavam entre as principais reivindicações.

Segundo ela, os recursos do pré-sal para a educação começam com R$ 1,4 bilhão em 2014, devem saltar para R$ 3 bilhões em 2015 e para R$ 6 bilhões em 2016, chegando a R$ 13 bilhões em 2018. “O ambiente político que se criou no Brasil após as manifestações ajudou muito”, disse.

O assunto foi tema do programa de rádio "Café com a Presidenta" na edição desta segunda. Dilma garantiu, no programa, que sancionará a nova lei nos próximos dias. A regra destina 75% dos recursos dos royalties do petróleo para investimentos em educação e mais 25% para a saúde; além de direcionar 50% do Fundo Social para a educação.

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