Dilma anuncia Plano de Desenvolvimento para Nordeste

Em tom de promessa eleitoral, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje, em Fortaleza, que o presidente Luís Inácio Lula da Silva pediu a ela que pensasse na elaboração de um plano de desenvolvimento para o Nordeste. De acordo com Dilma, o tema estará em discussão nos próximos meses, tornando-se "prioridade dos mais diversos ministérios". "Essa é uma grande preocupação do presidente Lula", garantiu a ministra, virtual candidata à Presidência da República em 2010. Sem dar maiores detalhes, ela garantiu ser esse plano estratégico para o Brasil.

CARMEN POMPEU, Agencia Estado

17 de junho de 2009 | 20h03

O anúncio foi feito durante reunião de avaliação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no auditório da sede do Banco do Nordeste. Dilma passou o dia em Fortaleza. Além de avaliar o PAC, ela participou, na sede do governo cearense, ao lado do governador Cid Gomes (PSB), da assinatura de um convênio para a instalação de uma siderúrgica no Porto de Pecém; no início da noite, ao lado prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). A ministra esteve na Favela Maravilha, cuja urbanização integra o PAC.

Dilma garantiu que a economia dá sinais de melhora e que voltará a crescer a partir de 2010. "Nós não somos responsáveis pela crise, mas a crise chegou ao Brasil. O PAC é uma vacina, um antídoto. Como era no passado? O Brasil quebrava e recorria ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Não foi isso que aconteceu desta vez", disse a ministra. "Nós não quebramos. Nós não temos nada a ver com aquele País de 2002, que quebrava. Nós não durávamos três dias no passado", completou. Ela também ressaltou o fato de o governo não ter feito cortes no PAC. Ao contrário, ampliou os recursos do programa de R$ 503,9 bilhões para R$ 646 bilhões (2007 a 2010) e de R$ 693 bilhões para R$ 1,148 trilhões (inclusive pós 2010).

"Dizem que PAC é uma obra de pirotecnia. Não é nada disso. É inclusão social e aumento de oportunidades. Um conjunto de obras que tentam que solucionar gargalos para que o Brasil cresça", defendeu Dilma.

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