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Dilma altera lei e declara Brizola como 'herói da pátria'

Político gaúcho teve uma atuação importante na luta contra a ditadura e no período de redemocratização

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

29 Dezembro 2015 | 13h02

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff alterou uma lei e incluiu o nome de Leonel Brizola no "Livro dos Heróis da Pátria". A sanção da norma e a homenagem foram publicadas nesta terça-feira, 29, no Diário Oficial da União (DOU).

Brizola é uma das referências políticas de Dilma. Antes de se filiar ao PT em 2001, a presidente fez parte do PDT, partido que foi fundado pelo político gaúcho.

Para nomear Brizola como "herói da pátria", a presidente sancionou uma lei aprovada pelo Congresso que altera o tempo necessário para que uma personalidade receba a homenagem de 50 para 10 anos após a morte. Brizola morreu em 2004, aos 82 anos.

Já receberam a homenagem nomes como Tiradentes, Zumbi dos Palmares e Getúlio Vargas. O "livro", com páginas de aço, fica exposto no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Brizola teve uma atuação importante na luta contra a ditadura e no período de redemocratização. Em 1989, ficou em terceiro lugar na disputa para a Presidência da República, naquela que foi a primeira eleição direta depois do golpe militar de 1964.

Além de ser governador do Rio Grande do Sul, sua terra natal, Brizola também esteve à frente do governo do Rio de Janeiro, onde fixou residência em meados da década de 60.

Em 1998, Brizola foi vice da chapa do então candidato do PT Luiz Inácio Lula da Silva. A dupla perdeu a eleição para Fernando Henrique Cardozo. Em 2002, o PDT fez parte da base aliada que levou Lula ao poder, mas Brizola sempre se manteve crítico ao governo petista.

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