Dilma alfineta Serra no RS e diz que ponte do Guaíba não cairá do céu

'Só tem um jeito de fazer a ponte no dia seguinte: usar o nosso projeto e estudo de viabilidade técnica que é de qualidade', disse a petista

Ana Conceição, da Agência Estado

12 Maio 2010 | 12h42

SÃO PAULO - A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, alfinetou seu concorrente José Serra (PSDB) nesta quarta-feira, 12, em entrevista concedida na sede do Grupo RBS, em Porto Alegre. Ao ser confrontada com a afirmação do ex-governador de que construiria a ponte sobre o Rio Guaíba no dia seguinte à posse, a ex-ministra declarou que isso só seria possível se o tucano usasse o projeto do atual governo. "Só tem um jeito de fazer a ponte no dia seguinte, usar o nosso projeto e estudo de viabilidade técnica que, eu garanto, é de qualidade. Uma ponte não caiu do céu."

 

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Dilma explicou que o projeto tem que ser aperfeiçoado e que ainda é preciso discutir o traçado da ponte. Segundo ela, o edital para a concorrência do estudo do traçado foi publicado em 12 de dezembro passado.

 

Coalizão

 

Em outro momento da entrevista, Dilma afirmou que as alianças políticas são inevitáveis, quando questionada se sentia constrangida em andar ao lado de figuras controversas como os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL). "O Brasil vai precisar de coalizão para ser governado, quem quer que ganhe. Mas essa coalizão tem que se dar em torno de um objetivo programático. No nosso caso, esse objetivo é crescer com distribuição de renda", afirmou. A pré-candidata declarou que não vê problema em formar as alianças. "Não me constranjo nem um pouco."

 

A ex-ministra ainda disse ser necessária uma reforma tributária que acabe com a tributação sobre a folha salarial e faça com que os créditos sejam "imediatamente devolvidos". Segundo ela, a legislação da área "é uma verdadeira confusão".

 

Em política externa, Dilma voltou a defender a não interferência do Brasil nas questões de soberania nacional e o diálogo com nações como Irã e Venezuela. "Não adotamos necessariamente os pontos de vista desses países, mas precisamos abrir a discussão. O Brasil é a que não é bom isolar uma nação". A pré-candidata preferiu não responder se tem simpatia pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. "É inadequado me manifestar sobre isso."

 

A ex-ministra também defendeu o diálogo com a Argentina, que impôs restrições à importação de produtos agrícolas que tenham similares no mercado local, mas disse que, se houver necessidade, retaliações podem ser necessárias. "Não é adequado fazer o que a Argentina fez, sem que houvesse manifestação formal do país. Essa medida tem de ser respondida. Em um primeiro momento tem que haver uma posição firme e forte e, num segundo momento, conversar", disse.

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