Dilma afirma que vai priorizar saúde e segurança

Em coletiva concedida nesta quarta-feira, presidente eleita disse ainda que 'MST não é caso de polícia'

Jair Stangler/SÃO PAULO, Estadão.com.br

03 de novembro de 2010 | 18h10

A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 3, após visita oficial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que saúde e segurança pública serão as prioridades de seu governo. Logo no início da enrevista coletiva aos jornalistas, Dilma afirmou que essas duas áreas terão grande destaque em seus governos. A presidente afirmou ainda que "a educação está bem encaminhada".

 

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"Nós vamos precisar completar a rede do SUS. E está em questão o problema da regulamentação da emenda 29 (que prevê mais recursos para a saúde). Para a União é mais fácil. Para os estados e municípios é que é mais difícil", afirmou. Ela afirmou que não pretende enviar ao Congresso a recomposição da CPMF, mas que terá negociações com os governadores sobre o tema

 

Sobre a segurança pública, Dilma defendeu que a questão seja enfrentada com a cooperação entre estados, municípios e União e também que a União participe "efetivamente com recursos. A presidente disse ainda que dará "clara prioridade" à área. Dilma afirmou ainda considerar "que a educação está muito bem encaminhada", disse.

 

'MST não é caso de polícia'

 

Questionada sobre sua postura em relação ao MST, a presidente eleita ressaltou que o movimento "não é um caso de polícia" e disse que não dará margens para que ocorram em seu governo assassinatos de militantes do movimento, citando o massacre de Eldorado dos Carajás ocorrido em 1996. "No meu governo não darei margens para Eldorados dos Carajás."

 

"Eu considero que temos terra o suficiente pra continuar fazendo a reforma agrária", disse Dilma. "É fundamental garantir ao assentado e ao agricultor renda monetária." Para ela, será preciso criar milhões de pequenos proprietários para resolver o problema dos sem terra.

 

A presidente também defendeu o critério atual de correção do salário mínimo, mas indicou que pode lançar mão de um mecanismo diferente para dar um aumento maior ao piso do País a partir do ano que vem. Atualmente, o salário mínimo é reajustado somando a inflação do ano corrente mais a variação do PIB do ano anterior. Como o PIB de 2009 foi baixo, próximo de zero, em função da crise financeira internacional, o reajuste de 2011 ficaria muito baixo. Por isso, diz ela, é possível rever a regra. Dilma projetou que o salário mínimo fique acima de R$ 600 no início de 2012 e "bem acima" de 700 em 2014.

 

Dilma afirmou que vai buscar cobertura de 100% das famílias necessitadas no Bolsa Família. Segundo ela, a dificuldade para atingir essa cobertura é porque são as prefeituras que cadastram as família. "Nós inclusive financiamos as prefeituras para elas cadastrarem", disse. Afirmou ainda que pretende reajustar o Bolsa Família. "Eu não sei dizer hoje qual é esse reajuste, mas que terá reajuste eu asseguro a vocês que terá", acrescentou.

 

(Com Sandra Manfrini, Bruno Siffredi, Fabio Graner e Leonêncio Nossa)

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