Dilma afirma que moradia em área de risco 'é regra' no Brasil

Presidente visitou áreas afetadas pelas chuvas na região serrana do RJ; mortos passam de 400.

Júlia Dias Carneiro, BBC

13 de janeiro de 2011 | 19h06

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira em uma coletiva, após sobrevoar as três cidades no Rio de Janeiro mais afetadas pelas chuvas, que "a moradia em áreas de risco no Brasil é a regra, e não a exceção."

Segundo a Agência Brasil, citando informações das prefeituras dos municípios afetados, os deslizamentos já deixaram mais de 400 mortos na região serrana do Rio.

"Houve no Brasil um absoluto desleixo em relação à população de baixa renda, que não tinha onde morar e foi morar aonde? Em fundo de vale, beira de rio, beira de córrego e no morro", afirmou a presidente.

Dilma disse que a solução para o problema passa por investir em políticas habitacionais. Ela citou o programa federal Minha Casa, Minha Vida, iniciado na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e disse que criaria uma segunda edição do programa.

Bolsa Família e aluguel

De acordo com a Defesa Civil do Rio, há cerca de 5 mil famílias desabrigadas ou desalojadas em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

A presidente disse que todas as famílias teriam acesso ao benefício de aluguel subsidiado e que a parcela mensal do Bolsa Família seria imediatamente liberada para todos os moradores cadastrados das três cidades.

Dilma ainda afirmou que, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento, R$ 11 bilhões seriam destinados à drenagem e à prevenção de deslizamentos nas encostas de cidades brasileiras.

Antes, também nesta quinta-feira, a presidente havia prometido ações "firmes" para minimizar o impacto das enxurradas na região serrana do Rio de Janeiro.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.