Dilma afirma que é 'radicalmente contra' apedrejamento de iraniana Sakineh

Durante a primeira declaração da presidente eleita com Lula após as eleições, Dilma comentou de suas propostas sobre política externa

Estadão.com.br

03 de novembro de 2010 | 16h12

SÃO PAULO - Na entrevista no Palácio do Planalto, a presidente eleita, Dilma Rousseff, sinalizou com uma possível mudança na postura em relação ao Irã e disse ser "radicalmente contra" a execução por apedrejamento de Sakineh Mohammadi Ashtiani, que vem gerando protestos da comunidade internacional há meses. "Acho uma coisa bárbara o apedrejamento de Sakineh", disse.

 

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linkLeia íntegra da entrevista de Dilma

 

Dilma afirmou que pretende manter o diálogo "com todos os países do mundo, e não só com Teerã", mas ressaltou que o País não tem uma "política de agressão" e defende a paz na comunidade internacional. Ela reiterou seu compromisso com os direitos humanos e defendeu uma "opção clara por uma manifestação que conduza a melhorias".

 

 

Direitos humanos

 

Questionada sobre as críticas que o governo Lula recebeu de organismos por não ter sido firme na defesa dos direitos humanos e de como vai lidar com eles em seu governo, Dilma afirmou que sempre foi "intransigente" sobre essa questão.  "Eu tenho uma posição bastante intransigente no que se refere a direitos humanos e essa posição reflete-se no plano da diplomacia como uma posição também de opção clara. Clara por uma manifestação que conduza a uma melhoria dos direitos humanos", disse.

 

Dilma precisou se explicar melhor sobre a pergunta e garantiu, apesar de discordar da afirmação feita pelo repórter, que fará um governo que não dê margem para dúvidas sobre o bom cumprimento dos direitos humanos.

 

G20

 

Sobre o encontro do G20 na Coreia do Sul, no qual deve acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma indicou que deve pedir um compromisso das potências para evitar novas turbulências na economia. "Todos os países que não são a China e os EUA percebem que existe uma guerra cambial", alertou a ministra, dando uma previa do discurso que deve adotar no encontro.

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