Dilma afirma que Brasil voltou a investir em educação com Lula

Pré-candidata à Presidência da República disse as escolas foram 'resgatadas' pelo governo do PT

Angela Lacerda, Agência Estado

23 de abril de 2010 | 14h15

RECIFE - A pré-candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff, acusou nesta sexta-feira, 23, em entrevista à emissora Rural, de Petrolina, no sertão do São Francisco, o governo anterior ao do presidente Lula (sem citar o nome de Fernando Henrique Cardoso) de ter proibido a construção de escolas técnicas em Municípios e Estados que não estivessem com suas finanças ajustadas e não pudessem arcar com o dinheiro de custeio dessas escolas.

 

"(Escola técnica) só servia para Estado rico e município muito rico", afirmou ela, ao destacar que foi devido à decisão do presidente Lula de "voltar a investir em educação", que Petrolina tem hoje duas escolas técnicas profissionalizantes com 2.697 vagas. Acrescentou que também foi graças ao presidente que as universidades do País foram resgatadas, não permitindo que elas fossem sucateadas como acontecia antes de 2003. Mais uma vez citou Petrolina como exemplo desta nova política, com a Universidade Federal do Vale do São Francisco.

 

"Só tem um jeito de melhorar a qualidade da educação, garantindo salário digno e formação continuada para o professor", disse ela na primeira entrevista a emissora de rádio do dia, às 8h30 - estratégia que ela e o pré-candidato do PSDB, José Serra, vêm usando na pré-campanha para chegar mais perto do eleitor. A Rural é a mais antiga da região do São Francisco e alcança um raio de até 300 quilômetros - parte do sertão pernambucano, do Piauí e do Ceará.

 

Culpa da oposição

 

Questionada pelo radialista Marcelo Damasceno sobre a avaliação de que o povo brasileiro gasta mais com saúde preventiva e curativa do que os governos federal, estadual e municipal, Dilma responsabilizou a oposição que impôs derrota ao governo Lula ao aprovar a redução da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), levando a área da saúde a perder recursos de quase R$ 40 bilhões. "Foi uma atitude eleitoreira da oposição", afirmou, sem deixar de desfiar as ações do presidente Lula nesta área.

 

A ex-ministra da Casa Civil voltou a defender o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e aproveitou para falar diretamente aos ouvintes, citando obras realizadas pelo PAC em Pernambuco, Piauí e Ceará - a exemplo da integração do Rio São Francisco e Transnordestina - e de obras de saneamento também incluídas no programa. Para demonstrar familiaridade com a região, abordou bairros e área de Petrolina beneficiadas com ampliação de abastecimento d'água.

 

Dilma tentou encaixar o maior número de programas e ações do governo Lula nas áreas social e econômica durante uma hora de entrevista e, para provar que está preparada para governar o País, destacou seu envolvimento nas decisões relativas a todas as ações do governo federal que ressaltou.

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