Dilma afirma que Brasil só voltou a investir em 2007

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 16, em entrevista a rádios de Salvador (BA), que o Brasil ficou "muitos anos sem investir". "Praticamente voltamos a investir em 2007", disse Dilma, que afirmou que o País passou mais de 25 anos com processos de investimento paralisados. Em razão dessa estagnação, segundo a presidente, "a legislação que regula o bom uso dos recursos públicos ficou um pouco paralisada".

BEATRIZ BULLA E JOSÉ ROBERTO CASTRO, Agência Estado

16 de outubro de 2013 | 09h58

"Uma vez que não tinha projeto, a ênfase era dada mais na fiscalização do que na realização de obras", comentou, ao ser questionada sobre o tempo de duração das obras na Bahia e sua avaliação se o excesso de democracia impede que ações do governo federal atinjam o resultado esperado. "Enfrentamos uma série de problemas, por exemplo, o Brasil não estava formando a quantidade necessária de engenheiros", disse Dilma, que emendou: "Tivemos também que aperfeiçoar a legislação".

Para Dilma, "tanto para o governo federal como para estados e municípios, a situação melhorou muito e isso tem permitido que os projetos andem mais rápidos". Obras na Bahia A presidente comentou os investimentos realizados no Estado e afirmou, por exemplo, que as obras do porto sul devem começar entre "agora e o início do ano que vem".

Além disso, a previsão de Dilma é que o primeiro trecho da rodovia oeste-leste no Estado seja concluído até o final de 2014 e que o segundo trecho seja entregue até o final de 2015. "A lista de investimentos do governo federal na Bahia é grande", disse Dilma, que mencionou investimentos no aeroporto de Salvador e a intenção de ampliar outros 20 aeroportos regionais.

A presidente aproveitou para voltar a falar sobre a importância de interiorizar a educação técnica e superior no Brasil. Ela afirmou ainda que obras do metrô estão sendo realizadas em várias capitais do Brasil.

FPM cresceu 7,5%

Dilma comentou na entrevista a reclamação de prefeitos sobre uma suposta diminuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A presidente negou que tenha havido esta diminuição por conta das desonerações federais e disse inclusive que o FPM cresceu 7,5% no ano até setembro.

A presidente cobrou ainda que as reclamações sejam também destinadas aos governos estaduais que concedem desonerações de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para atrair empresas para seus Estados. Para ela, a discussão mostra a importância de se realizar a reforma tributária. "É importante discutir a reforma tributária, todos nós queremos e passa pela guerra fiscal", defendeu.

Ela disse ainda que a saúde financeira dos municípios é motivo de preocupação constante de seu governo e, por isso, destinou R$ 3 bilhões a eles.

Dilma explicou que esta política de benefícios fiscais tem objetivo de estimular a economia por conta da crise mundial. "Consideramos que o pior da crise passou, por isso começamos a retirar algumas medidas, como o IPI da linha branca", disse.

Dilma esteve ontem na capital Salvador e em Vitória da Conquista, no interior da Bahia. A entrevista a rádios de Salvador é concedida de Brasília, para onde a presidente voltou ontem mesmo.

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