Dilma afirma na ONU que seu governo ouviu a voz das ruas

As manifestações recentes no Brasil são parte indissociável do processo de construção da democracia e de mudança social, disse a presidente Dilma Rousseff em seu discurso de abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU na manhã desta terça-feira. "O meu governo não as reprimiu, pelo contrário, ouviu e compreendeu a voz das ruas. Ouvimos e compreendemos porque nós viemos das ruas", disse Dilma na plenária.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agência Estado

24 de setembro de 2013 | 11h45

Dilma ressaltou que sua formação ocorreu "no cotidiano das grandes lutas do Brasil". "A rua é nosso chão, nossa base", disse a presidente, frisando que os manifestantes não pediram a volta ao passado, mas sim um avanço para um futuro de mais direitos, mais participação e conquista social.

"Sabemos que democracia gera desejo de mais democracia e qualidade de vida desperta anseios de mais qualidade de vida", disse Dilma na abertura da Assembleia Geral, frisando que na última década, o Brasil teve a maior redução da desigualdade dos últimos 50 anos. "Todos os avanços conquistados são só um começo."

Em seu discurso, Dilma ressaltou os cinco pactos que lançou como uma resposta às manifestações, que inclui o pacto pelo combate à corrupção e de reforma política.

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