Dilma afaga movimentos sociais durante evento

Em clima de campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff fez há pouco um discurso de afago aos movimentos sociais, ao participar do 1º Encontro Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas do Brasil, em Brasília. Dilma aproveitou o palanque para exaltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu padrinho político, e fazer referência à própria vida pessoal, ao dizer que ser avó é "bom".

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

19 de fevereiro de 2013 | 19h41

Ao se dirigir ao público, formado na maioria por mulheres camponesas, Dilma reafirmou o compromisso de combate à violência contra a mulher brasileira e destacou a importância do apoio dos movimentos sociais à sua chegada à Presidência da República.

"Quando tomei posse como primeira mulher presidente, disse que um dos meus compromissos era honrar as mulheres. Porque honrar as mulheres do meu País é a forma que eu tenho de expressar que eu devo às mulheres camponesas, trabalhadoras, que eu devo às mulheres desse Brasil inteiro, eu devo a elas um fato simples e singelo: eu estou aqui não por um milagre. Eu não estou aqui porque ocasionalmente eu passei por aqui e aqui cheguei. Eu estou aqui porque milhões de brasileiras, de lideranças, milhões de mulheres que lutaram nesse País construíram a possibilidade de eu estar aqui. Eu estou aqui porque vocês estão aí." Nesse momento, a presidente foi interrompida por gritos de "Dilma! Dilma!".

A presidente iniciou o discurso comentando estar "extremamente feliz de estar aqui" e lembrou que "a gente vai aprendendo as diferentes fases da vida de uma mulher. "Ser avó, e vocês vão ver, como é bom!", afirmou.

Dilma destacou o anúncio feito horas antes, pela manhã, no Palácio do Planalto, de complementar a renda de 2,5 milhões de brasileiros que viviam em situação de extrema pobreza. O governo deverá investir R$ 773 milhões com a medida neste ano.

"Esse país que conheceu a terrível injustiça da escravidão, esse país que viu homens e mulheres mas sobretudo mulheres, crianças, jovens, serem condenados a viver em situações precárias, esse país hoje dá um passo, mais um passo em direção à superação da miséria e da pobreza extrema", disse.

A presidente defendeu a metodologia usada nos programas sociais do governo, de conceder os benefícios preferencialmente para mulheres. "Tentar outra metodologia seria perda de tempo. Nós sabemos que, antes de mais nada, e é interessante que quem soube disso não foi uma mulher primeiro, foi um homem, o presidente Lula. Ele percebeu que a mãe não abandona filho, mãe está grudada nos filhos e nos netos", comentou, ao fazer um referência ao fato de as mulheres terem preferência para receber o Bolsa Família e também nos contratos do Minha Casa, Minha Vida.

"Gostaria de enfatizar esse fato como reconhecimento do Estado brasileiro, da importância das mulheres para resolver uma das maiores pragas do nosso País, que foi e é ainda a desigualdade", completou a presidente.

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