Dilma admite problemas nas obras de rodovias em AL

Segundo a presidente, questões indígenas estão atrasando a duplicação da BR-101

Ricardo Rodrigues, especial para O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2011 | 18h30

MACEIÓ - A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, 25, em Maceió, durante visita a Alagoas, que o governo federal enfrenta problemas nas obras de duplicação das BR-101. Segundo ela, questões indígenas estão atrasando as obras de duplicação da BR-101, no trecho que corta Alagoas.

 

"As obras começaram em maio de 2010, mas estão sofrendo problema de continuidade, não com falta de verbas, mas por conta do atraso na liberação de licenças ambientais, autorizando as obras nos trechos que cotam áreas indígenas", esclareceu Dilma.

 

Além disso, a presidenta afirmou que o Exército não vai mais participar das obras de duplicação da rodovia. "O trecho que seria construído pelo Exército será colocado em licitação", afirmou Dilma, em entrevista às rádios Gazeta e Novo Nordeste AM, no aeroporto de Maceió, pela manhã.

 

Segundo a presidenta, um novo cronograma das obras da duplicação da BR-101 será feito, levando em consideração as licenças ambientais que estão para ser concedidas e a escola da construtora que irá assumir o trecho da rodovia que seria construído pelo Serviço de Engenharia do Exército Brasileiro.

 

Crise. Dilma evitou comentar denúncias de irregularidades nas obras sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que estariam sendo objeto de investigação por parte do Tribunal de Contas da União (TCU).

 

De acordo com informações publicadas pela imprensa, dos cinco trechos entregues pelo governo federal a empreiteiras, três apresentam indícios de fraudes, pagamento de propina e má execução dos serviços. No entanto, as denúncias investigadas pelo TCU até então não envolve Alagoas, só Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

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