Dificuldade de Jader para responder acusações preocupa governo

É cada vez maior a preocupação no Palácio do Planalto com as crescentes dificuldades que o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), vem encontrando para responder a acusações de envolvimento com irregularidades no Banco do Pará (Banpará). A avaliação dos assessores políticos do presidente Fernando Henrique Cardoso é de que o constrangimento e a constante exposição na mídia estão levando Jader a aumentar o tom de ameaças ao governo federal."Se Jader partir para o tudo-ou-nada, teremos de um lado um PMDB desgovernado e do outro um ACM", disse um desses assessores do presidente. Jader tem "lembrado" a amigos que o partido nunca esteve envolvido em nenhum dos grandes escândalos que atingiram o governo. "No caso Sivam, no grampo do BNDES ou na compra de votos da reeleição não houve participação do PMDB" tem dito Jader. "É engraçado agora quererem empurrar a pecha das irregularidades para o partido", prossegue ele.O governo também detectou sinais de que o PMDB poderá usar uma possível candidatura do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, inimigo declarado do presidente Fernando Henrique Cardoso, como moeda de troca com o Planalto. Segundo um de seus integrantes, o PMDB não "engole" a nomeação do deputado Roberto Brant (PFL-MG), ligado ao ex-presidente do Senado Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), para o Ministério da Previdência. A decisão de Fernando Henrique foi interpretada como um sinal de trégua ao senador baiano.

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