Dieta exige que Jefferson fique em casa, diz defesa

Advogados apresentam ao Supremo regime nutricional especial do delator do mensalão, que tratou de um câncer; Corte ordena prisão de Rogério Tolentino

Mariângela Gallucci e Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

12 Dezembro 2013 | 23h26

Brasília e Belo Horizonte - Salmão defumado, omelete de claras, geleia real... os advogados do ex-deputado federal Roberto Jefferson apresentaram ao Supremo Tribunal Federal a dieta prescrita para o ex-congressista para tentar convencer o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, a deixá-lo em prisão domiciliar.

Os advogados do ex-parlamentar afirmam que ele sofre de doença metabólica em razão de recente tratamento para câncer no pâncreas e necessita de cuidados nutricionais e higiênicos indisponíveis em todo o sistema prisional brasileiro.

Na petição entregue ao Supremo, a defesa reconhece que atualmente não existem sinais de câncer no organismo de Jefferson, mas afirma que ele precisa ter uma dieta regrada. Por esse motivo, pede que seja autorizada a prisão domiciliar no município de Comendador Levy Gasparian, no Estado do Rio de Janeiro. "Parece claro, pois, que o sistema prisional não terá condições de prover todo o acompanhamento nutricional necessário para a manutenção da vida do requerente", afirmou a defesa.

Prisão. O STF expediu nesta quinta-feira, 12, um mandado determinando a prisão do advogado Rogério Tolentino, também condenado no mensalão. Tolentino era advogado do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e foi condenado a 6 anos e 2 meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

O advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, que representa Tolentino, afirmou nesta quinta que entrou em contato com a Polícia Federal informando que seu cliente vai se apresentar hoje espontaneamente. Tolentino apresentou embargo infringente ao Supremo contra a sentença. Sua intenção é cumprir a prisão em regime semiaberto na Penitenciária José Maria Alkmin, em Ribeirão das Neves.

Abreu e Silva disse ainda que pedirá para que seu cliente continue trabalhando no escritório de advocacia que mantém na Savassi, numa área nobre da capital mineira. Quando teve início  julgamento do mensalão, Tolentino trabalhava com Marcos Valério no escritório. O mandado de prisão foi expedido pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, após o ministro decretar o trânsito em julgado da condenação dele e do deputado Pedro Henry (PP-MT) - que não teve o pedido de prisão expedido nesta quinta.

 

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