Dias pede ajuda a Dilma para escolha de novo secretário

Na reunião de uma hora e meia que teve com a presidente Dilma Rousseff, na tarde desta quinta-feira, 12, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, pediu ajuda para escolher o novo secretário-executivo da Pasta. Roberto Pinto, o número 2 anterior, pediu demissão na terça-feira, depois de ter o nome envolvido num escândalo de desvio milionário de dinheiro de convênios de ONGs com o ministério, apurado pela Operação Esopo da Polícia Federal. O nome do novo secretário-executivo não foi ainda definido.

JOÃO DOMINGOS E TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

12 de setembro de 2013 | 19h57

Foi a primeira vez que Dias esteve com a presidente desde que o Ministério do Trabalho entrou em mais uma crise de desvio de dinheiro. Carlos Lupi, o primeiro ministro do Trabalho do governo Dilma, foi obrigado a pedir demissão no final de 2011 depois que seu nome foi envolvido em um escândalo semelhante ao apurado agora. Lupi resistiu, disse que só sairia do ministério "à bala", fez juras de amor à presidente Dilma, mas não teve jeito. Foi substituído por Brizola Neto. Na engenharia da montagem da base aliada, Dilma teve de tirar Brizola e pôr Manoel Dias em seu lugar.

Desde o início da semana, Manoel Dias vinha conversando com as ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, Ideli Salvatti. Além de fazer sua defesa, Dias tratou com as ministras das boas relações do governo com o PDT - partido do ministro do Trabalho - e a necessidade de que a legenda continue na base da presidente Dilma Rousseff.

Na reunião com a presidente, Dias relatou que está realizando uma devassa nas contas do ministério. Nesta quarta-feira, 11, o ministro convocou uma reunião de cúpula, com todo o secretariado da Pasta, e determinou que fosse realizado um mutirão para fazer um amplo levantamento e análise dos convênios. O ministro do Trabalho também relatou à presidente que está solicitando apoio de outros órgãos do governo para realizar esse "pente fino" nas contas do ministério, entre eles a Controladoria-Geral da União (CGU).

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