Evaristo Sa|AFP
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Diário Oficial extra traz novas mudanças em postos ocupados por ex-aliados do governo

Márcio Endles Lima Vale foi nomeado para o cargo de presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), vinculada ao Ministério

Luci Ribeiro, O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2016 | 11h15

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff nomeou Márcio Endles Lima Vale para o cargo de presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), vinculada ao Ministério da Saúde. Vale assumiu o posto em substituição a Antonio Henrique de Carvalho Pires, nome indicado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, e que foi exonerado da função no fim de março. A exoneração de Pires deu início à desocupação de cargos que estavam com o PMDB, sobretudo àqueles pertencentes a alas ligadas a Temer.

A nomeação do novo presidente da Funasa está publicada em edição extra do Diário Oficial da União de sexta-feira. Vale já atuava no órgão como diretor do Departamento de Administração, cargo do qual foi exonerado. Para este posto, agora foi nomeado João Ricardo Medeiros Pimentel. Outra nomeação na Funasa foi de José Inácio da Silva Filho. Ele será o superintendente da Fundação no Estado da Paraíba.

Segundo o Broadcast divulgou na quarta-feira, Dilma iria apressar as demissões de ex-aliados ainda nesta semana. O governo quer estar com os cargos liberados já na próxima segunda-feira (18) - quando a presidente acredita que o fantasma do impeachment estará afastado com a derrubada do processo no plenário da Câmara - para poder substituir todos os demitidos, premiando os aliados fiéis.

Integração e outros. A edição extra do Diário também traz outras mudanças em outros postos ocupados por ex-aliados do governo. No documento, Dilma torna sem efeito a nomeação de Paulo Cesar Figueiredo Ribeiro para a diretoria da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Ele iria substituir Keila Adriana Rodrigues de Jesus no cargo de diretora de Planejamento e Articulação de Políticas, exonerada da função na sexta-feira.

A Sudam é vinculada ao Ministério da Integração Nacional, que estava sob o comando do ministro Gilberto Occhi, do Partido Progressista (PP). Occhi deixou o cargo esta semana depois que o PP decidiu desembarcar do governo. Para o lugar de Occhi, Dilma chegou a nomear José Rodrigues Pinheiro Dória, que também é do PP, mas de uma ala que havia se mantido fiel ao governo. No entanto, Dória renunciou à função no mesmo dia temendo punição da legenda, que optou não só por abandonar o governo, mas também por fechar questão a favor do impeachment, punindo os dissidentes. O cancelamento da nomeação de Dória foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União na noite da quinta-feira. Na edição extra de ontem, a anulação foi novamente divulgada.

No Ministério do Esporte, foi exonerado Carlos Geraldo Santana de Oliveira do cargo de secretário nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social. Além dessa baixa, já haviam sido exonerados nos últimos dias um diretor e um secretário da pasta depois que George Hilton, que até então era do PRB, deixou o cargo de ministro. O novo ministro do Esporte agora é Ricardo Leyser, do PCdoB.

O Diário extra traz ainda outras mudanças em cargos de confiança de vários outros ministérios, como Agricultura; Cultura; Ciência, Tecnologia e Inovação; Advocacia-Geral da União; e Cidades. Além disso, na Secretaria de Aviação Civil (SAC), Juliano Alcântara Noman pediu exoneração do cargo de secretário de Navegação Aérea Civil. A SAC tinha como ministro até esta quinta-feira o peemedebista Mauro Lopes. Ele deixou o cargo temporariamente para retornar à Câmara como deputado federal e poder participar da votação do impeachment neste fim de semana. Lopes tem dito que só vai declarar o seu posicionamento na hora da votação, no domingo.

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