Diante de um constrangido Lula, presidente do STF critica reforma

O ministro Maurício Corrêa tomou posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) criticando o projeto de reforma da Previdência Social do governo, que poderá reduzir os salários e acabar com as aposentadorias integrais dos magistrados. Ele previu, em seu discurso de posse, que essas mudanças poderão provocar milhares de pedidos de aposentadoria de juízes e tornar a carreira menos atraente. Em defesa da corporação, o novo presidente do Supremo marcou uma reunião para o dia 17 para tratar da reforma previdenciária. Juízes eufóricos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva constrangido ouviram o pedido de Corrêa para que os integrantes do Judiciário recebam o mesmo tratamento que será dispensado aos militares, que serão poupados da reforma. ?Assim como os militares, que se constituem servidores públicos especiais, dá-se o mesmo com os juízes?, afirmou Corrêa. ?Impedido pela Constituição de exercer outras atividades, senão o magistério, vive essencialmente de seus subsídios.? A posse teve alguns momentos com clima de assembléia, com aplausos efusivos de juízes. Especialmente quando Corrêa convocou os presidentes de tribunais e de entidades representativas da classe para uma reunião no dia 17 para discutir uma posição institucional uniforme do Judiciário sobre a reforma da Previdência. Menos de uma hora após o final da posse, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou nota oficial em apoio a Corrêa. ?A unidade por ele conclamada é a única forma de evitar a crise institucional, sem precedentes na história da República, com o desmonte do Estado e da magistratura, decorrentes da atual proposta de reforma da Previdência?, afirmou o presidente da AMB, Cláudio Baldino Maciel.

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