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Dialogo com Lula habitualmente, diz Cardozo

Após desgaste com ex-presidente por convocação de Luís Cláudio Lula da Silva pela PF, Ministro da Justiça nega ter conversado com o petista sobre o assunto, mas reitera que pediu informações sobre o caso; 'esse

Carla Araújo e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2015 | 13h20

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta segunda-feira, 16, que conversa "habitualmente" com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e confirmou que falou com ele recentemente, após o episódio em que a Polícia Federal levou à noite, após a festa de aniversário do ex-presidente, uma intimação para que filho de Lula prestasse depoimento. Cardozo, entretanto, disse apenas que a conversa foi sobre "conjuntura".

"Eu conversei com ele, falamos dos problemas em relação a conjuntura política e em relação a questões do momento que o País vive", disse. 

O ministro reforçou que já pediu informações à Polícia Federal sobre o episódio envolvendo Luís Claudio Lula da Silva, que foi intimado a prestar depoimento no caso das compras de Medida Provisória às 23h, o que Cardozo considerou "fora do procedimento usual".

"Eu pedi informações, a Polícia Federal está ouvindo as autoridade policias que participaram do episódio para me fazer um relatório. Se, eventualmente, ficar comprovado que houve comportamento irregular ou alguma ilegalidade, determino abertura de inquérito policial ou processo disciplinar", disse nesta segunda-feira.

Cardozo disse ver como naturais as críticas que recebe por sua atuação no Ministério da Justiça e que tem "absoluta tranquilidade" com sua conduta. "Sou isonômico (também nas críticas). Não são só setores do PT que me criticam, setores da oposição também me criticam", disse.

Cardozo destacou ainda que a Polícia Federal tem que agir com autonomia e que o ministro da Justiça deve intervir apenas quando há abusos. "Esse é o meu papel", afirmou. "É natural na vida política, quando você tem investigações, que as pessoas, ou por se sentirem injustiçadas, ou como tese de defesa, busquem construir publicamente suas versões", afirmou. 

O ministro repetiu que não controla as investigações nem as direciona para isentar "amigos" ou punir "inimigos". "A postura que o ministro da Justiça deve ter é de respeito a lei, é de impessoalidade das investigações, esse é o meu papel", reforçou.

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