Dia da Vaia reúne 2 mil nas ruas de SP

Protesto contra o governo também aconteceu em outras capitais do País

Moacir Assunção, Alexandre Rodrigues, Adriana Fernandes, Ricardo Bandeira, Carlos Alberto Fruet e Julio César Lima, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2005 | 00h00

O Dia da Grande Vaia Nacional, um protesto contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou ontem às ruas manifestantes em São Paulo, Rio, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. A previsão era que o ato ocorresse em 11 Estados. Organizada por meio das comunidades A Grande Vaia e Fora Lula, no site de relacionamentos Orkut, a manifestação teve seu ponto alto em São Paulo, onde cerca de duas mil pessoas, segundo a Polícia Militar, fizeram um ato público contra a corrupção e o presidente. A passeata seguiu da Avenida Paulista até o Parque do Ibirapuera.O movimento foi criado há dois meses pelo estudante potiguar Paulo Yuri de Castro Lima, que participou da caminhada em São Paulo. "Quando houve o acidente do Airbus, dia 17, chegamos ao ponto mais alto da indignação", disse ele. Também organizador, Mário Arone fez questão de dizer que o movimento não tem relação com partidos. Pessoalmente, admite que votou no tucano José Serra para presidente e considera o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) "um dos melhores políticos brasileiros."Houve espaço para palavrões contra Lula, o PT e até a imprensa. Parentes de vítimas do acidente da TAM participaram do ato. "Minha filha foi assassinada pela incompetência. Eu perdi a Mariana e ganhei um inimigo, Lula", disse Maurício Pereira, pai da jovem. Em Belo Horizonte, a passeata reuniu cerca de 200 pessoas. Em Curitiba, 200 manifestantes com camisetas pretas se reuniram na Boca Maldita. No Rio, cem manifestantes participaram de caminhada na Praia de Copacabana. Em Brasília, um grupo com cem pessoas foi ao Palácio da Alvorada para protestar. Em Porto Alegre, 150 se reuniram para vaiar Lula. Outra passeata está programada para 7 de setembro. COLABORARAM

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.