DF vira referência na rejeição à sigla

Políticos ligados ao último governo fracassaram

FÁBIO BRANDT, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2014 | 03h00

BRASÍLIA - A eleição para o governo do Distrito Federal tornou-se um dos principais "cases" de antipetismo no País. O governador Agnelo Queiroz (PT) disputou a reeleição, mas ficou em terceiro lugar com 20% dos votos e não avançou ao 2º turno. Os que foram adiante, Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR), rejeitaram publicamente seu apoio.

Dos nove secretários de Agnelo que disputaram as eleições deste ano, apenas um teve sucesso, o ex-secretário de Esportes Julio Cesar (PRB), que se elegeu deputado distrital. Geraldo Magela (PT), secretário-geral nacional da legenda e ex-secretário de Habitação, ficou em terceiro lugar na disputa pela vaga de senador do Distrito Federal, atrás de Reguffe (PDT), o vitorioso, e de Gim Argello (PTB).

Outros derrotados são o ex-secretário Rafael Barbosa (Saúde) e o deputado distrital Cabo Patrício, que presidiu a Câmara Distrital nos dois primeiros anos da gestão Agnelo. Ambos tentaram vaga de deputado federal.

O presidente do diretório local do PT, o deputado federal Policarpo, que não conseguiu se reeleger, afirma que a onda antipetista atingiu em cheio Brasília. "Há um trabalho muito forte por parte do setor mais conservador do Brasil. E a imprensa tem papel nisso, de trabalhar a questão da antipolítica, do PT e a questão da corrupção", diz.

Policarpo afirma que a classe média de Brasília esteve com o PT até 2002, quando Lula chegou ao poder. Depois disso, diz o deputado, o partido detectou que as pessoas desse estrato social se afastaram. "Em 2010, boa parte deles votou na Weslian Roriz. Ganhamos, mas teve dificuldade", relata.

Ele atribui a mudança de comportamento da classe média brasiliense, em sua maior parte formada por servidores federais, às alterações do governo Lula no sistema previdenciário, que impôs mais restrições às aposentadorias do setor público.

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