DF reforça segurança para 7 de setembro e vai deter mascarados em protestos

Além do desfile e jogo da Seleção, manifestações estão previstas durante o feriado deste sábado; efetivo chegará a 4 mil policiais

Eduardo Bresciani - O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2013 | 13h07

O governo do Distrito Federal vai reforçar a segurança para os eventos do 7 de setembro, neste sábado, e deter manifestantes que estiverem mascarados ou escondendo o rosto e recusarem a se identificar, medida já adotada em outros Estados. Somente da Polícia Militar haverá um aumento de 4 mil homens para atuar no desfile, no jogo Brasil e Austrália, em shows que ocorrerão na Esplanada dos Ministérios e nos protestos.

 

A estimativa da PM-DF é que entre 40 e 50 mil pessoas participem das manifestações de rua. O secretário de Segurança, Sandro Avelar, afirmou que será pedida a identificação de quem estiver de máscara ou cobrindo o rosto de alguma forma. "Vão ter que se identificar ou serão retirados, será uma detenção para averiguação", disse, ressaltando que a Constituição vedaria o anonimato em manifestações. Segundo ele, há informações dos serviços de seguranças de que haverá infiltração de pessoas nos protestos com a intenção de promover depredações e outros atos de violência.

 

O comandante-geral da PM-DF, Jooziel Freire, afirmou que a tropa agirá com "rigor" para coibir manifestações violentas. Disse que dentro e ao redor do estádio Mané Garrincha o efetivo estimado é de 2 mil homens. Dentro do estádio haverá ainda 800 seguranças de empresa privada contratada pela organizadora do jogo, a CBF. O secretário Sandro Avelar confirmou que há informações de que manifestantes iriam para o jogo e tentariam permanecer no estádio após a partida, mas já alertou que se isso ocorrer eles serão retirados a força.

 

Na Esplanada dos Ministérios, aproximadamente 1,4 mil policiais militares acompanharão o desfile, que será realizado pela manhã e terá a presença da presidente Dilma Rousseff, e as manifestações previstas ao longo do dia. Haverá ainda mais homens de prontidão, totalizando o efetivo de 4 mil anunciado.

 

A ofensiva contra mascarados e pessoas que tapam o rosto já causou polêmica em outros Estados e será adotada pela primeira vez no DF. A argumentação é que o objetivo destas pessoas seria de usar o anonimato para promover atos de vandalismo. O secretário de segurança do DF afirmou que não há objetivo de coibir os protestos em si e ressaltou que até sua filha, de 14 anos, deseja participar das manifestações. "O que queremos é apenas tudo acontecendo em paz", afirmou.

 

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