Dezembro passa maio como o mês preferido para casamentos

O mês de dezembro desbancou maio como mês preferido para casamentos no Estado de São Paulo, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Fundação Seade. Entre os motivos estão o recebimento do 13º salário e o incentivo do período de férias de final de ano. Já agosto foi o mês com menor ocorrência de casamentos, em razão das superstições envolvendo o mês. O porcentual de pessoas que decidiram casar em dezembro de 2002 cresceu 59% (26.799) na comparação com maio (16.808), usando como base o ano anterior.O estudo aponta ainda que entre 1990 e 2002 o número de casamentos no Estado foi o mais baixo nos últimos 12 anos (22%), o que significa que os paulistas estão se casando menos no civil. A taxa passou de 6,3 casamentos para 4,9 por mil habitantes. De acordo com o Seade, a queda não significa que as pessoas deixaram de se unir, mas que o casamento tradicional está sofrendo mudanças. A proporção de pessoas que declararam viver em união consensual em 2000 foi de 25%, enquanto em 1991 representavam apenas 15% da população. A pesquisa destaca que entre os motivos estão as questões econômicas, demográficas e culturais.A pesquisa constatou ainda que os homens tendem a se unir a mulheres mais novas que eles em torno de três anos. A idade média dos casamentos legais no Estado no ano passado foi de 29,7 (homens) e de 26,7 (mulheres). À medida que envelhece, as mulheres diminuem as chances de se casar, o que não acontece com os homens. Estes, mostra o estudo, têm à disposição mulheres em idades diversas, principalmente mais novas. Segundo a pesquisa, para ampliar as oportunidades no matrimônio, as mulheres casam-se com homens mais novos, o que em 2002 respondeu por 22% dos casamentos legais ocorridos no Estado. A diferença de idade dos noivos para essas mulheres é de quatro anos.

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