''Dez vão ter de comer o feijão que era para cinco''

Adotando a sempre popular comparação entre governo e família, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Minas Gerais, que a queda na arrecadação se compara à mãe que "colocou o feijão no fogo para cinco pessoas e, de repente, chegam dez". Para um bom entendedor, meia palavra bastava, mas o presidente fez questão de concluir o raciocínio diante de uma plateia de prefeitos e governadores: "Ou seja, todos nós vamos ter de comer a metade do que estava previsto a gente comer".Depois da comparação, Lula convidou os prefeitos a "apertar o cinto", mas emendou com um discurso otimista sobre a perspectiva de melhora da economia, uma vez que já existiriam "pequenos sinais de recuperação", afirmou. "Vamos sempre trabalhar com a ideia de que nós vamos ter um segundo semestre melhor do que o primeiro, (ou melhor), um segundo trimestre melhor do que o primeiro, e um terceiro melhor do que o segundo". A esperança, acrescentou, é "chegar ao fim do ano com a situação normalizada".BIODIESELO discurso foi feito durante a inauguração da terceira usina de biodiesel da Petrobrás, batizada de Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro. Montes Claros também sediou a reunião do Conselho Deliberativo da Sudene. Segundo Lula, o importante "é que cada prefeito, cada governador e cada ministro saiba que reduzindo a receita, (isso obriga) a reduzir a distribuição (de bens e serviços)".

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