Polícia Militar
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Dez pessoas são mortas por policiais em fazenda no Pará

Agentes cumpriam uma liminar de reintegração de posse a favor do proprietário do local e dizem ter sido recebidos a bala na chegada

Carlos Mendes, Especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2017 | 19h31

BELÉM - Nove homens e uma mulher foram mortos por policiais militares e civis do Pará na manhã desta quarta-feira, 24, durante o cumprimento de 16 mandados de prisão contra posseiros que invadiram a fazenda Santa Lúcia, localizada a 60 km do município de Pau D' Arco, no sudeste do Estado.  Segundo a versão policial, as vítimas estavam armadas e teriam reagido a tiros contra a desocupação.

A operação para cumprir a decisão judicial era comandada pela Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção (Deca), município vizinho de Pau D' Arco. O grupo de posseiros, de acordo com as informações, vinha aterrorizando empregados da fazenda e quinze dias atrás matou um segurança da propriedade, além de atear fogo na sede e no curral.

Policiais envolvidos na operação relataram na delegacia de Redenção que eles, em várias viaturas, foram recebidos a bala quando se aproximavam da fazenda. Os homens correram para a mata, onde se entrincheiraram, mas continuaram a disparar tiros contra os policiais. Após intenso tiroteio, ainda na versão policial, os agentes avançaram até a mata e localizaram os dez corpos.

As vítimas foram transportadas nas carroceiras de caminhonetes da polícia para o necrotério do Hospital Municipal, em Redenção. A polícia ainda não revelou a identidade dos mortos, apenas adiantou que o grupo era liderado por Ronaldo Pereira, o “Lico”, e Antônio, o “Tonho”. A PM não soube informar  se os dois citados estão entre os mortos. Nenhum policial saiu ferido.

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