Dez ministros deixam o governo para disputar eleições

Conta exclui o presidente do BC, Henrique Meirelles, que ainda não tomou uma decisão; posse dos novos ministros acontece nesta quarta

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2010 | 20h21

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, fez um balanço das conversas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve nesta terça-feira, 30, ao longo do dia com os ministros que deixarão o governo por conta das eleições e disse que, ao todo, dez ministros estão saindo. A conta exclui o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que ainda não tomou uma decisão. Padilha informou que a nova conversa de Lula com Meirelles só deve ocorrer nesta quarta-feira, 31, depois da posse dos novos ministros, marcada para as 11 horas.

 

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Questionado se haveria algum incômodo por parte do presidente Lula diante da indefinição de Meirelles, Padilha disse que não, porque o presidente deixa os ministros completamente à vontade na questão de disputa de cargos políticos. "O ministro que chega indeciso para conversar com o presidente, em geral, acaba ficando porque o presidente o convence", disse.

 

Padilha lembrou ainda que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, vai conversar com o presidente nesta quarta às 9h, mas que ele já anunciou sua saída. Na conversa com Lula, destacou Padilha, deve ser definido o sucessor de Costa.

 

O ministro disse que a grande maioria, sete ministros, serão substituídos por secretários-executivos. Uma das exceções é o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que será substituído pelo presidente da Conab, Wagner Rossi. Segundo Padilha, o nome de Rossi foi o único apresentado por Stephanes e Lula avaliou como o nome mais adequado. De acordo com ele, o nome de Rossi teve o apoio não só de Stephanes, como da bancada do PMDB, inclusive do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

 

Outra exceção é no ministério do Desenvolvimento Social, onde Patrus Ananias será substituído pela ex-secretária-executiva Márcia Lopes. Padilha explicou que Márcia havia saído do ministério para uma atividade acadêmica e está retornando e a atual secretária-executiva, Arlete Sampaio, disputará as eleições para deputada distrital em Brasília.

 

Padilha ressaltou que a troca no comando dos ministérios não significa mudança política. "A tendência do presidente é manter a composição política do governo e optar por pessoas que estivessem no quadro do governo ou que estivessem sendo indicadas pelos ministros", declarou Padilha.

 

Questionado se a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, será a estrela da festa desta quarta, Padilha disse que os ministros que assumem os cargos é que serão as estrelas. "Os que saem vão brilhar em outros lugares. Na festa, quem brilha são os ministros que assumem", disse. Apesar disso, Dilma é quem fará o discurso em nome de todos os ministros que saem. A previsão é de que, além de Dilma, apenas o presidente Lula faça uso da palavra na cerimônia desta quarta.

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