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"Devemos vestir o boné do Brasil", diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse hoje que o boné que o País precisa vestir é o do desenvolvimento. A afirmação de Alckmin foi uma crítica indireta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ontem vestiu o boné do Movimento dos Sem-Terra (MST), antes do encontro com lideranças do movimento. "O boné que todos nós devemos vestir é o do Brasil, que significa o desenvolvimento. Não há desenvolvimento se não tivermos paz no campo".Alckmin, porém, não quis fazer juízo de valor sobre a iniciativa do presidente de posar para fotografias utilizando o boné do MST. O assunto gerou polêmica e até um bate-boca entre parlamentares no Congresso Nacional. "Acho que o presidente é quem deve responder sobre o que o motivou", disse.Ele ressaltou que invasões, saques ou atos violentos são inaceitáveis. "Isso é inaceitável. Temos que viver no País da legalidade." Alckmin reiterou que a violência não pode ser tolerada de ambos os lados - tanto em relação aos integrantes do MST ou movimentos ligados aos sem-terra quanto aos produtores rurais. Parte dos ruralistas da região do Pontal do Paranapanema, em São Paulo, organizou milícias armadas para proteger suas propriedades de eventuais invasões.Segundo o governador, o Ministério Público Estadual (MPE) vai investigar a incitação à violência e a ocupação de áreas públicas no Pontal. E também será investigado a suspeita de que pessoas estranhas aos movimentos sociais estejam financiando invasões e acampamentos na região.Ontem, o secretário da Justiça, Alexandre de Moraes, entregou uma representação ao procurador-geral de Justiça, Luiz Antônio Marrey, solicitando abertura de inquéritos para apurar o caso. "Falei pessoalmente com o procurador-geral de Justiça (Marrey) e ele vai fazer essa investigação. Não há hipótese de ser tolerado violência de qualquer das partes, nem por parte do MST, nem dos produtores rurais."Alckmin anunciou que na semana que vem vai assinar um convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário para a liberação de R$ 36 milhões, a serem usados na reforma agrária no Estado de São Paulo. Segundo ele, 70% dos recursos serão em Títulos da Dívida Agrária (TDAs) e os 30% restantes em dinheiro. O ministro Miguel Rosseto virá a São Paulo para assinatura do acordo.

Agencia Estado,

03 de julho de 2003 | 14h27

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