André Dusek|Estadão
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Devemos nos perguntar se escolha do chefe do Legislativo é um mero carimbo, diz José Medeiros

Candidato avulso à presidência do Senado, o parlamentar do PSD discursou sobre a importância do cargo e questionou se era correto que a eleição fosse feita, como é tradicionalmente, por acordo

Isabela Bonfim e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2017 | 18h24

BRASÍLIA - Candidato avulso à presidência do Senado, José Medeiros (PSD-MT) discursou nesta quarta-feira, 1.º, sobre a importância do cargo e questionou se era correto que a eleição fosse feita, como é tradicionalmente, por acordo.

"Ainda que a tradição da casa tenha se acostumado a referendar o nome da maior bancada, devemos nos perguntar se a escolha do chefe do Legislativo tem que ser um mero carimbo. Acredito que isso não é o que a sociedade espera de nós", disse.

Medeiros lançou candidatura sem autorização do próprio partido, o PSD, que também apoia o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), nome indicado pelo PMDB para a presidência da Casa. 

Tradicionalmente, a eleição da presidência do Senado é feita de acordo com a proporcionalidade das bancadas. Deste modo, o maior partido, que atualmente é o PMDB, indica um nome para o cargo, que é acolhido em votação simbólica. 

Com a indicação de dois candidatos, os senadores terão de fazer uma votação secreta para definir o pleito. A expectativa é que Eunício saia vitorioso, já que os maiores partidos, inclusive a oposição, referendaram a sua candidatura. Medeiros recebeu o apoio público apenas do senador Magno Malta (PR-ES). 

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