Detidos em boca-de-urna são condenados a limpar lixo eleitoral

Este ano os partidos políticos e os candidatos não terão o trabalho de retirar os banners pendurados nos postes de Curitiba. Como punição por terem sido detidas fazendo boca-de-urna no dia da eleição, o juiz da 175ª Zona Eleitoral, Fernando Ferreira de Moraes, determinou que 29 pessoas fizessem esse trabalho hoje. Os próprios detidos tinham optado pelo serviço a responderem a processo. "É melhor do que ficar fichado", disse Edinei Lopes, de 19 anos.Morador da Vila Lindóia, ele foi com mais três companheiros, um deles menor, fazer o trabalho de boca-de-urna na Escola Dom Ático. "A gente está desempregado e qualquer dinheiro é bom", afirmou. Por isso, não titubearam em trabalhar para três candidatos diferentes, ganhando no total R$ 75,00 cada um por um dia de trabalho.Foram detidos pela polícia e levados para um ginásio, de onde saíram após o término da votação.Depois de terem optado pelo trabalho de limpeza e ao final da eleição, foram liberados e passaram nos comitês onde receberam o dinheiro correspondente ao trabalho. Eles não poderão ser pegos nos próximos cinco anos fazendo boca-de-urna, caso contrário serão presos e responderão a processo. Apesar disso, para o segundo turno eles estão planejando vestir a camiseta de algum candidato, circular pela cidade e faturar mais alguns reais. "Mas não vamos mais distribuir santinho", prometem.

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