Detalhes confundem investigação sobre morte de policiais

Um emaranhado de detalhes confunde as investigações que estão sendo conduzidas pela Corregedoria da Polícia sobre a operação que resultou na morte de dois investigadores e ferimentos em outros dois, na quarta-feira passada no flat E´Etoile Residence, em Alphaville, durante a perseguição a Fernando Dutra Pinto, o seqüestrador da filha de Silvio Santos. O delegado da Corregedoria Gilberto Peranotich, encarregado das investigações, informou hoje que muitas das testemunhas já interrogadas terão que ser ouvidas novamente."A cada um que depõe, surgem novos detalhes", disse ele. Peranotich afirmou que foram ouvidos quase todos as testemunhas e os envolvidos, entre eles delegados e policiais do 91º Distrito Policial, onde trabalhavam os investigadores mortos na operação. "Mas ainda teremos que ouvir o próprio Fernando, para concluirmos as investigações", sentenciou ele.O delegado acredita que a sindicância estará concluída apenas na semana que vem. "Imaginávamos que o trabalho seria mais rápido, mas o novelo estendeu-se um pouco", avaliou. Peranotich reconhece que a maneira como os investigadores Tamotsu Tamaki e Marcos Amorim Bezerra morreram está cercada de contradições. "As falhas na operação foram evidentes e o que queremos saber é porque elas ocorreram", afirmou o delegado.

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